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Dócil, ágil e musculatura consistente são pontos da raça de cavalos Crioulos, Sul destaca-se na criação

Com origem nas grandes planícies dos pampas, até as mais distantes montanhas dos Andes, os cavalos trazidos por colonizadores espanhóis adaptaram-se a todo o tipo de clima e região. Suportaram o intenso frio e também o calor desgastante . Com o passar de quatro séculos de adaptação e de evolução, adquiriram características únicas e próprias no meio ambiente sul americano.

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Por conta de sua longevidade, rusticidade, agilidade e resistência, são muito utilizados nos trabalhos pesados na lida com o gado, em fazendas de todo o país.

Panorama atual – Hoje, estão presente em praticamente todos os estados brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).  O Relatório populacional da raça, emitido pela ABCCC,  informa que estão registrados 84.741 animais, entre machos e fêmeas, espalhados por 22 estados brasileiros.

DÓCIL E ÁGIL – Não se deixe enganar pelo baixo porte. Os cavalos da Raça Crioula possuem musculatura extremamente consistente e estrutura óssea compacta. Anatomia que agrega tais características de agilidade e resistência.

A utilização deste animal não se limita ao serviço de propriedades rurais. Se treinado, pode se tornar atleta, com destaque em provas como o Freio de Ouro e provas de rédeas. Fato que pode ser comprovado pelos resultados obtidos em provas específicas nos últimos anos, nas quais os cavalos crioulos têm conseguido obter sucesso em muitas nacionais e até internacionais.

O portal Mercado de Cavalos estima que o Brasil tenha hoje cerca de 140 mil animais vivos registrados e distribuídos entre aproximadamente 14 mil proprietários.

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INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Altura: Cerca de 1,35m a 1,52m, com média de 1,45m em machos e fêmeas.

Porte: Pequeno

Pelagem: A clássica é o gateado, ou seja, um baio escuro, comum a listra preta, desde o fim da crineira até a cauda, estrias escuras nos membros e muitas vezes nas cernelhas. Todas as pelagens são admitidas.

Cabeça: Curta e larga, em forma de pirâmide, perfil reto ou ligeiramente convexo, olhos grandes, expressivos, afastados sobre o bordo do plano frontal, as orelhas são pequenas e afastadas da bases.

Andadura: Marcha trotada

Temperamento: Vivo, inteligente, corajoso, muito forte, bem disposto e possuidor de grande resistência.

Aptidões: O Crioulo é, por excelência, um cavalo de trabalho, ideal na lida com gado, para passeio e enduro, podendo ser usado para percorrer grandes distâncias. (Portal ABCCC).

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Foto: jgmartini.com.br

Morfologia do Cavalo Crioulo

1. Cabeça

Perfil: Subconvexo / Retilíneo
Ganacha: Delineada/ Forte e moderadamente afastada
Largura: Fronte – Larga e bem desenvolvida / Chanfro – Largo e curto
Comprimento: Curta
Orelhas: Afastadas, curtas, bem inseridas e com mobilidade
Olhos: Proeminência/ Vivacidade

2. Pescoço

Inserções: Cabeça – limpa e resistente/ Tórax: rigorosamente apoiado no peito
Bordo superior: Subconvexo/ Crinas grossas e abundantes
Bordo inferior: Retilíneo
Largura: Ampla, forte e musculosa
Comprimento: Mediano

3. Linha Superior

Cernelha: Destaque moderado/ Musculosa
Dorso: Mediano, Musculoso, Bem unido à cernelha e ao lombo
Garupa: Moderadamente larga e comprida/ Levemente inclinada proporcionando boa descida muscular para os posteriores
Cola: Com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha superior da garupa. Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes

4. Tórax, Ventre e Flanco:

Peito: Amplo, largo, profundo, encontros bem separados e musculosos
Paletas: Inclinação mediana, Comprimento mediano, Musculosas, caracterizando encontros bem separados
Costelas: Arqueadas e profundas
Ventre: Subconvexo, com razoável volume. Perfeitamente unido ao tórax e ao flanco.
Flanco: Curto, cheio, unido harmonicamente o ventre ao posterior

5. Membros Anteriores e Posteriores

Braços e Cotovelos: Musculosos, Braços inclinados com cotovelos afastados do tórax
Antebraços: Musculosos, aprumados e afinando-se até o joelho
Joelhos: Fortes, nítidos, no eixo
Canelas:Curtas, com tendões fortes e definidos/ Aprumadas
Boletos: Secos, arredondados, fortes e nítidos/ Machinhos na parte posterior
Quartelas: De comprimento médio, fortes, espessas, nítidas e medianamente inclinadas
Cascos: De volume proporcional ao corpo, duros, densos sólidos, aprumados e medianamente inclinados. De preferência pretos
Quartos: Musculosos, com nádegas profundas, Pernas moderadamente amplas e musculosas interna e externamente
Garrões: Amplos, fortes, secos, paralelos ao plano mediano do corpo, com ângulo anterior medianamente aberto

Conheça curiosidades e vocabulário do freio de ouro

Afixo: sigla ou nome, antes ou depois do nome do cavalo, que identifica a cabanha ou o criador do animal

Andadura: tipo de andar do animal. Tranco, trote ou galope

Aporreado: cavalo que não aceitou a doma

Baio: cavalo de pêlo amarelo

Bayard-Sarmento: movimento composto de giros de 180 graus sobre o corpo e esbarradas que compõem a sétima etapa das provas do Freio de Ouro. O nome é uma homenagem aos idealizadores da prova

Box: número de inscrição do animal nas provas do Freio de Ouro, estabelecido por ordem cronológica. Exemplo: o box número 1 é o do animal mais jovem no certame

Caborteiro: cavalo de manuseio difícil, insubmisso

Colorado: cavalo de pelagem castanha clara, quase avermelhada

Esbarrada: movimento da terceira e da sétima etapas das provas do Freio de Ouro, que consiste em fazer o animal frear depois de uma breve corrida, apoiando-se nos posteriores

Figura: segunda etapa da Prova do Freio de Ouro, em que o animal contorna fardos de fenos distribuídos pela raia

Funcionalidade: habilidade funcional do cavalo para a execução das provas

Galope: andadura veloz em que o cavalo se utiliza de apenas dois apoios

Gateado: cavalo de pêlo amarelado mais escuro que o do baio, da cor do pêlo do leão

Ginete: cavaleiro

Giro sobre patas: movimento da terceira e da sétima etapas das provas do Freio de Ouro em que o animal gira 360 graus sobre o próprio corpo, apoiado em um dos posteriores, que atua como a ponta seca de um compasso

Mangueira: curral

Morfologia: conformação física do cavalo

Mouro: cavalo de pêlo negro com infiltração de branco

Pechar: arremeter com o peito do cavalo sobre o novilho. Do espanhol el pecho, peito

Picaço: cavalo de pêlo negro com mancha branca na testa e três extremidades em tom branco

Redomão: cavalo jovem, entre o potro xucro e o cavalo já domado

Rosilho: cavalo de pelagem escura com infiltração de tons claros

Sestroso: cavalo que manifesta medo ou repulsa por algo

Tordilho: cavalo de pelagem branca

Tostado: cavalo com crina e cola de tonalidade acobreada e pêlo castanho-escuro queimado

Tranco: primeira andadura, antes do trote, em que o cavalo caminha com três apoios

Trote: andadura saltada, que vem imediatamente após o tranco, quando o cavalo se utiliza de apenas dois apoios

Zaino: cavalo de pelagem castanho-escura, de cor imediatamente anterior ao preto

Fontes: Site da Associação de criadores cavalocrioulo.org.br e cavalo-crioulo.com

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