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Fim do terreiro do café, nova tecnologia “secador de caixa” promete revolucionar a secagem de café

O processo de pós-colheita do café, fase que inclui preparo, secagem e armazenamento, é fundamental tanto na obtenção da qualidade como na composição do custo de produção. Técnicas corretas e manejo racional do sistema de processamento são essenciais para o sucesso da atividade cafeeira.

cafe carregado vermelho

A secagem convencional, que é feita em terreiros de chão ou até mesmo de cimento, por exemplo, pode provocar baixa taxa de secagem e a exposição de produtos biológicos, juntamente com a possibilidade de ocorrência de condições climáticas desfavoráveis. No terreiro, o desenvolvimento de microrganismos na superfície dos frutos e o aumento da respiração e da temperatura do produto são fatores que aceleram o processo de fermentação, prejudicando a qualidade do produto.

Logo, uma nova tecnologia batizada de “secador de caixa”, criada pela EMATER-MG em 1996, tem agradado e muito os produtores de café do sul de Minas, principalmente por seu baixo custo de montagem e por executar praticamente as mesmas ações de um secador rotativo. O “secador de caixa” possui baixo consumo de energia elétrica, afinal, trabalha com apenas 03 motores, somando um consumo total de 3 cavalos de força enquanto que um rotativo utiliza em média 14 cavalos.

Sua simplicidade, em alguns momentos, até deixa dúvida quanto à eficácia do secador, afinal, sua montagem não chega nem a 40 % do custo total de um rotativo, girando em torno de R$ 20 mil reais e sua semelhança no processo de secagem com o rotativo é grande, afinal, em ambos os modelos o café pode ser inserido assim que é trazido da lavoura ainda maduro, o tempo de seca de acordo com as particularidades do grão é o mesmo, e uma grande vantagem é não ser preciso o acompanhamento do produtor durante o processo de seca.

Além de fornecer ambiente protegido da chuva, apresenta temperatura de operação dentro do desejável, menor necessidade de mão de obra – já que não é necessário fazer a amontoa do café nos períodos de chuva, ou mesmo durante a noite. O ‘secador de caixa’ proporciona a produção de grãos com secagem homogênea e livre de fermentação durante todo o processo, que é a base para obtenção de café de qualidade, como mantém as características sensoriais intrínsecas dos frutos, proporcionando café de boa qualidade.

O secador de caixa, em sua versão automatizada, traz o queimador de palha com painel digital, este permite que o produtor coloque a palha pela manhã e o mesmo mantenha o abastecimento da palha em média por 12 horas, mantendo a temperatura controlada garantindo assim uma seca uniforme dos grãos enquanto o produtor pode estar cuidando de sua colheita sem se preocupar.

O café ao chegar da lavoura, é depositado em uma caixa que fica localizada ao lado da fornalha. Cada caixa tem capacidade para 250 ou 500 medidas e o processo de secagem acontece em uma de cada vez, o que já é mais uma vantagem quando comparado com o rotativo que em média na região recebe 150 volumes. Um ventilador é o responsável por lançar em cada caixa o ar quente que vem realizando a secagem de baixo para cima.

Essa descoberta deu um novo ânimo para os produtores da região, afinal, na secagem, apesar de ser o último estágio na colheita do grão, era onde mais se perdia valor por saca, pois, produtores com o secador sempre puderam garantir os melhores preços do mercado por conseguir secar o café sem fermentação e no tempo correto. E por conseguir secar o café com um custo bem menor devido ao consumo reduzido de energia, simplicidade dos equipamentos e não ser preciso mão de obra para operá-lo, nem precisando utilizar seus antigos secadores, os terreiros de chão e de cimento.

Imagens do processo e da “caixa”

 

E quem está contente com o resultado do “secador de caixa” é o gerente Walter Luiz Ferreira, da Fazenda das Palmeiras, no bairro Fortaleza, em Santa Rita do Sapucaí. A fazenda possui dois secadores e irá adquirir mais um para a safra de 2017. “O secador de caixa é um grande ganho para produção cafeeira, pois ele proporciona economia de mão de obra e melhora a qualidade do café, podendo o produto estar nos padrões de exportação. Com o café secando nesse sistema, não corre-se riscos de chuva durante o processo”, contou o gerente da fazenda, que adquiriu o ‘secador de caixa’ há um mês.

Segundo o economista Uiliam Oliveira, o secador de caixa tem revolucionado o setor cafeeiro. A secagem no sistema de ‘caixa’ dura 5 dias enquanto no terreiro chega a 30 dias. “Com essa tecnologia os terreiros estão ficando vazios e o secador cheio. No secador de caixa automatizado, a temperatura é controlada, não precisando de mão de obra”, disse.

O “secador de caixa’ também pode ser utilizado para secagem de outros produtos, como milho e feijão. Esse moderno e revolucionário equipamento de secagem do café foi trazido e adaptado para a região pela empresa Valemag, liderada pelo empresário José Antônio de Freitas, que buscou a tecnologia em outra regiões do país. O café secado em ‘caixa’ foi avaliado pela Universidade de Lavras, que aprovou a qualidade do sistema.

Informações de contato

A Valemag fica na Rua Dr. José Pinto Vilela, 90, no Centro, em Santa Rita do Sapucaí.

Mas informações podem ser obtidas pelo telefone – José Antônio -(35) 99177-0369

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