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Produção de leite na Argentina está com os dias contados, resultado do crescente endividamento dos produtores

Os produtores de leite filiados à Asociaciones Rurales de Buenos Aires y La Pampa – CARBAP – decidiram retomar os protestos diante da situação crítica em que se encontra o setor. Apesar da recuperação do preço do leite ao produtor entre abril e maio, na ordem de 14% (3,30 pesos em abril e 3,77 pesos em maio de acordo com dados oficiais do MINAGRI da Província de Buenos Aires), a continuidade da produção com déficit do litro de leite aprofunda e agrava o estado de desastre econômico e financeiro das fazendas de leite.

Em valores nominais, a variação do preço de maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2015 é de 13%, enquanto a variação na elevação dos custos somente este ano foram elevados em vários itens, sendo a alimentação a que mais tem influenciado nas últimas semanas. A dimensão das perdas é de tal monta que as empresas que produzem apenas leite que continuam trabalhando, estão com os dias contados. O crescente endividamento (comercial e bancário), a progressiva descapitalização com redução dos rebanhos, arrendamentos impagáveis e impossibilidade de financiar a confecção de reservas são algumas das razões que faz desaparecer qualquer esperança de continuar com a atividade.

Neste contexto, a CARBAP entende que o governo foca sua gestão em uma agenda de temas estruturais com os quais a entidade concorda e apóia, mas a gravidade da crise precisa de políticas urgentes e/ou decisões que permitam atravessar esse grave momento da história do setor de produção de leite da Argentina. A “conjuntura” setorial, que já enfrenta seis meses de crise, agravada pelos efeitos climáticos em muitos dos casos, não é tratada em sua magnitude, persistindo a existência de danosas situações de cartel das indústrias, que combinam pagamentos irrisórios, como ocorre atualmente, de forma evidente, na bacia de Abasto. “Enquanto a burocracia estuda os problemas que afetam os produtores, com “estudos de competitividade da cadeia”, cuja primeira etapa deverá ser concluída em alguns meses, muitos estabelecimentos de várias gerações de produtores pensam em encerrar a atividade”, diz a Carbap.

Por isto, a Sociedad Rural de Coronel Brandsen, com origem na bacia Abasto Sul e o apoio da Carbap começaram os protestos, aguardando a chegada de produtores de outras regiões da província. “Com o objetivo de dar visibilidade ao que muitos pretendem esconder, e outros até negam, que os produtores de leite continuam seu caminho de redução e desaparecimento. Uma série de sucessivas ações será iniciada nas próximas semanas e meses a partir da Província de Buenos Aires”.

Fonte terraviva.com.br

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