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Nelore, Gir e Tabapuã mochos, rusticidade e produtividade à prova

A explicação para a origem dos Zebus mochos no Brasil vem de sua formação e evolução. Dos zebuínos destas características que existem no país foram desenvolvidos na sua maior parte pelos cruzamentos absorventes de touros indianos, sobre a vacada crioula ou nacional. Pode-se afirmar que são poucos animais geneticamente puros, descendentes diretos de animais importados, ou seja, imunes a infusão de sangue taurino.

O Zebu Mocho

Existem duas correntes sobre a existência de bovinos mochos na natureza. A primeira é que os ruminantes primitivos eram desprovidos de chifres e posteriormente por mutação genética, começaram a apresentar os apêndices. A outra afirma que os bovinos sempre possuíram chifres, onde os mochos apareceram posteriormente.

Acredita-se atualmente que a segunda hipótese seja a mais plausível, considerando que os animais mochos tenham aparecido em eras recentes. Isto se explica pelo fato de indivíduos esporádicos mochos nascerem em rebanhos de portadores de animais com chifres.

Com a seleção direcionada pelo homem, obteves-se novas raças e variedades. Para se fixar esta característica, bastou escolher os mochos puros e empregá-los na reprodução, fixando assim esta característica no rebanho.

Parte do gado de origem europeia que já existia no Brasil era de raças sem chifres, portanto esses animais transmitiram ao Zebu o fator ausência de chifres, quando este gene passou a ser dominante em determinadas raças desta espécie bovina.

De modo geral, os zebuínos mochos tiveram origem no Estado de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e São Paulo vindos à partir do “Mocho Nacional”, ou seja resultado dessas infusões de sangue e cruzamentos absorventes. Estes foram os casos do Nelore Mocho, Gir Mocho e do Tabapuã.

Desses, a primeira variedade zebuína mocha no Brasil no objetivo de seleção foi a Tabapuã, originária do município paulista que carrega o mesmo nome da raça. Sua composição racial é predominantemente Nelore, com algumas características doGuzerá e sangue Gir. Os animais são muito parecidos com o Brahman americano.

No ano de 1970, a então Sociedade Rural Brasileira do Triângulo Mineiro, hoje Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) propôs a criação do livro de registro para os Zebus Mochos, cujo trabalhos se iniciaram em 1971. No final do ano de 1973 haviam sido controlados 834 machos e 897 fêmeas, num total de 1731 inscrições. O gado registrado adulto eram de 274 machos e 3.938 fêmeas , um total de 4212 com um total geral de 5948 animais registrados.

Segundo dados estatístisticos da ABCZ dos últimos 20 anos, o número total de Registros Genealógicos Definitivos de raças nas suas variedades mochas zebuínas (Nelore Mocho, Tabapuã e Gir Mocho) correspondem a um total de 394.617 entre machos e fêmeas.

Fontes: Os Cruzamentos na Pecuária Bovina (Santiago, 1984); Zebu a Pecuária Sustentável (Santos, 2012) e CRPBZ/ABCZ(Zebuinocultura) e (Banco de Dados).

crpbz.org.br

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