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egua com pordo

Transferência de Embriões em equinos, o que é e os 7 erros comuns que você não quer cometer

Vantagens da transferência de embriões (TE):

  •     Mais de um potro da mesma égua por ano;
  •     Conseguir potros de éguas que estão em campanha ou em competições;
  •     Obter produtos de éguas idosas ou com problemas de parição e/ou gestação;
  •     Ter potros de éguas valiosas sem que estas corram risco;
  •     Antecipar o ingresso de fêmeas jovens na reprodução;
  •     Opção de comprar ou vender embriões da égua e do garanhão de sua escolha;
  •     Avaliação da progênie materna em um curto espaço de tempo.

O que é a transferência de embrião (TE)?

TE é o método pelo qual transferimos um embrião de uma égua (doadora) para outra (receptora). Esta técnica é o resultado de muitos anos de pesquisa e estudos.

A técnica da TE consiste em colher o embrião da égua doadora, que é coberta ou inseminada o mais próximo possível da ovulação. Para que possamos detectar a ovulação, a égua doadora deve ser acompanhada diariamente desde o primeiro dia do cio até o momento da ovulação com o auxilio da ultra-sonografia.

Para garantir o sucesso

Para atingir o sucesso em um programa de transferência de embriões em equinos, muitos fatores devem ser levados em conta e saber onde está o erro facilita e muito para que na próxima tentativa as chances de sucesso aumentem consideravelmente. Leia os pontos abaixo e veja se você consegue identificar algum erro que possa estar ocorrendo na sua criação.

1 – Manejo

Quando realizado de forma incorreta, o manejo dos equinos pode afetar, diretamente e de forma negativa, a transferência de embriões. É importante que os profissionais ligados às atividades diárias dos animais estejam cientes de como fazê-las. Alimentação e estresse são dois pontos importantes do manejo que devem ser analisados com cuidado.

2 – Protocolo de Sincronização de Estro

Este é um ponto de extrema importância, mas que, muitas vezes, acaba sendo o ponto chave quando a transferência de embriões não tem o resultado esperado. Saber em qual fase do ciclo estral os animais estão no momento da utilização na reprodução é crucial para garantir o sucesso da mesma.

3 – Indução da Ovulação

A forma como o médico veterinário faz a indução da ovulação e o dia que isso irá acontecer devem ser cuidadosamente decididos por ele, de acordo com as particularidades de cada animal, principalmente quando pensamos em doadora e receptora. Muitas vezes ocorrem erros nesta etapa por pensar que todos os animais poderão seguir um mesmo padrão.

4 – Tipo de Sêmen

Utilizar o tipo de sêmen inadequado é um erro comum em alguns casos. Como estamos falando de biologia, que não é uma ciência exata, é importante que o médico veterinário tenha conhecimento das diferenças entre os tipos de sêmen que podem ser utilizados na inseminação. Além da diferença devido ao tipo de armazenamento (a fresco, resfriado e congelado), ainda existem as particularidades de cada raça e até mesmo de cada indivíduo da mesma raça. Todos estes detalhes devem ser estudados para não atrapalhar o programa de transferência de embriões.

5 – Condição Corporal

O escore corporal e o estado de saúde dos animais que serão utilizados no programa devem ser cuidadosamente avaliados, pois muitas vezes são utilizados animais inaptos para a transferência de embriões e mesmo que todo o restante do programa seja realizado da forma correta, ao final os resultados não serão satisfatórios.

6 – Dia do Lavado Uterino

É de extrema importância que todo o programa de transferência de embriões seja acompanhado por um médico veterinário, pois só este profissional terá todo o conhecimento necessário para identificar o momento correto de se realizar cada etapa. Realizar o lavado uterino um pouco antes, ou um pouco após o tempo adequado pode levar por água abaixo todo o trabalho realizado até então.

7 – Avaliação do Embrião

Após o lavado uterino o embrião deve ser minunciosamente avaliado sendo que aqueles que apresentarem algum tipo de imperfeição devem ser descartados. Somente embriões totalmente aptos e na fase certa devem ser então inovulados no útero da receptora. Utilizar embriões que apresentam algum tipo de defeito é um “tiro no pé”.

Viu como alguns detalhes que podem parecer insignificantes ao final do programa de transferência de embriões pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso na reprodução?

Fonte: Genetic Jump e CPT Cursos Presenciais

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