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Veterinário da CATI São Paulo identifica casos de raiva bovina em Andradina, interior do estado

Em Andradina, município localizado no oeste paulista, a pecuária leiteira tem grande importância econômica. Nesse contexto, o trabalho de extensão rural é realizado em um contato estreito com os produtores rurais, para que problemas sanitários, os quais possam acometer os rebanhos, possam ser identificados e solucionados com agilidade.

Josué Fermino dos Santos. Foto Divulgação do Linkedin

Josué Fermino dos Santos. Foto Divulgação do Linkedin

Há um mês, essa ação rotineira inibiu a proliferação de uma doença que acomete tanto animais como seres humanos: a raiva. Procurado por dois produtores intrigados com o comportamento de duas novilhas em suas propriedades, que estavam com dificuldades no andar e haviam se afastado do rebanho, o médico veterinário Josué Fermino dos Santos, assistente agropecuário da CATI Regional Andradina, fez uma visita às propriedades e logo constatou o problema. “Com base no relato da presença de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus) e no exame clínico dos animais, houve a suspeita de raiva bovina. Solicitei ao proprietário que mantivesse o animal isolado, com alimentação à base de capim e água, e que tomasse as medidas e os cuidados para não tocar nas secreções e excreções”, esclarece o veterinário, informando que, no mesmo dia, o Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Andradina foi notificado da suspeita. “Como a raiva é uma enfermidade viral infecciosa, de notificação obrigatória, invariavelmente fatal, que afeta o sistema nervoso central de pessoas e de quase todas as espécies de mamíferos domésticos e silvestres, além da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), foram notificados o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Andradina, para que sejam adotados os procedimentos cabíveis”.

Com base na suspeita de raiva feito pelo veterinário da CATI e após atestados positivos pelo Instituto Biológico IB (nos dois casos foram colhidos fragmentos de órgãos internos e encaminhados ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento de Sanidade Animal Laboratório de Raiva, do IB), estão sendo adotados procedimentos de Defesa Sanitária Animal e Saúde Pública nas propriedades dos focos e perifocos. “Todos os cães e gatos das propriedades envolvidas foram vacinados contra raiva pelo CCZ”, salienta Josué, dizendo que na região do foco e perifoco foi recomendada a vacinação contra raiva de todos os animais suscetíveis e aplicação de reforço após 30 dias.

Em meados de julho, a equipe de combate à raiva da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, fez uma busca de possíveis abrigos de morcegos em um raio de 10km, a partir dos focos. “As propriedades do perifoco estão sendo notificadas sobre a ocorrência de raiva na região e a recomendação para vacinação dos rebanhos contra raiva. Para o controle, havendo sinal de mordedura de morcego em algum bovino, será recomendada a aplicação da pasta de warfarina (anticoagulante) ao redor da ferida, que leva o morcego à morte por ter hábito de se limpar em grupo na colônia”, salientou o veterinário.

Diante dos fatos verificados, o médico veterinário Carlos Hajime Kawatani, diretor da CATI Regional Andradina, avalia que o ocorrido serve de alerta aos médicos veterinários e auxiliares da área, tanto da CATI como da CDA, que atuam a campo ou possam ser expostos a riscos, os quais devem estar vacinados contra raiva e com título protetor adequado (imunidade), vacinação antitetânica em dia, orientar os produtores para que apenas pessoas habilitadas e com o título protetor manipulem animais com sintomas neurológicos. “Como medidas de trabalho e biossegurança, indicamos para os profissionais que manuseiam animais ou produtos de risco potencial para transmissão, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) – macacão ou avental descartável, luvas, máscaras, gorro, óculos descartáveis e botas de borracha”.

Para definir as ações a serem implementadas no município, foi realizada uma reunião conjunta entre os técnicos da CATI e Coordenadoria de Defesa Agropecuária, para esclarecimentos sobre a raiva em herbívoros e ações de educação sanitária, com a presença de 24 produtores rurais. “Foram abordadas as Boas Práticas sanitárias e de produção animal na região dos focos e perifocos, feita a divulgação de materiais impressos (folders, banners e livretos) sobre controle da raiva e morcegos hematófagos, bem como apresentadas as medidas preventivas, ou seja, a vacinação e os cuidados em saúde pública”, relatou Josué.

Fonte cati.sp.gov.br

Um comentário

  1. Sou produtor rural na região de Nova Alvorada do Sul, e minha família esta aqui desde de 1929, e nunca tivemos raiva bovina nesta região. Porem depois de 2009, quando se instalou uma usina de etanol na região e tivemos muitos surtos de MOSCAS DA VINHAÇA (Stomomos calcitrans), começaram à aparecer os primeiros casos de raiva bovina. Deixo aqui uma dúvida para a CATI estudar. Afinal esta mosca já foi constatado que transmite outras doenças, como a tripanossomose bovina. Sempre temos culpado os morcegos pela doença, porem eu suspeito das moscas da Vinhaça. Hoje temos de vacinar o todo o gado uma vez por ano. Olha o RISCO SANITÁRIO DESCONHECIDO!

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