{"id":2913,"date":"2026-09-16T18:44:00","date_gmt":"2026-09-16T21:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comprerural.com\/trends\/?p=2913"},"modified":"2026-09-16T18:44:00","modified_gmt":"2026-09-16T21:44:00","slug":"homem-que-trabalhava-no-campo-para-agricultura-familiar-faleceu-em-1978-e-so-agora-48-anos-depois-a-filha-ganhou-direito-a-pensao-por-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comprerural.com\/trends\/homem-que-trabalhava-no-campo-para-agricultura-familiar-faleceu-em-1978-e-so-agora-48-anos-depois-a-filha-ganhou-direito-a-pensao-por-morte\/","title":{"rendered":"Homem que trabalhava no campo para agricultura familiar faleceu em 1978 e s\u00f3 agora, 48 anos depois, a filha ganhou direito \u00e0 pens\u00e3o por morte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quase cinco d\u00e9cadas depois da morte do pai, uma mulher com defici\u00eancia intelectual grave teve reconhecido pela Justi\u00e7a o direito \u00e0 pens\u00e3o por morte. O trabalhador rural morreu em 1978, e a 2\u00aa Vara Federal de Dourados (MS) determinou que o INSS implante o benef\u00edcio e pague as parcelas atrasadas desde o \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o considerou que a filha era incapaz de prover o pr\u00f3prio sustento e que essa condi\u00e7\u00e3o existia desde a inf\u00e2ncia. O benef\u00edcio havia sido negado administrativamente pelo INSS, que questionava a comprova\u00e7\u00e3o de que a defici\u00eancia j\u00e1 existia antes da maioridade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Per\u00edcia comprovou defici\u00eancia e trabalho rural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A per\u00edcia judicial apontou retardo do desenvolvimento mental grave, incapacidade permanente para o trabalho e necessidade de aux\u00edlio de terceiros nas atividades cotidianas. O laudo tamb\u00e9m registrou que ela nunca exerceu profiss\u00e3o devido \u00e0 defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Justi\u00e7a considerou que n\u00e3o havia provas de autonomia econ\u00f4mica e reconheceu sua condi\u00e7\u00e3o de dependente, prevista para filhos inv\u00e1lidos ou com defici\u00eancia intelectual, mental ou grave.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A condi\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do pai tamb\u00e9m foi comprovada por certid\u00e3o de casamento, documento de posse de im\u00f3vel rural, registros do antigo Funrural, processo administrativo e depoimentos de testemunhas. O conjunto demonstrou que ele trabalhava na agricultura familiar em regime de subsist\u00eancia antes de morrer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Direito baseado em legisla\u00e7\u00e3o anterior<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o se amparou no artigo 16, inciso I e par\u00e1grafo 4\u00ba, da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8213cons.htm\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Lei 8.213\/1991<\/a>, que presume a depend\u00eancia econ\u00f4mica de filhos inv\u00e1lidos ou com defici\u00eancia intelectual grave. Al\u00e9m disso, o magistrado aplicou a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/Lcp11.htm\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Lei Complementar 11\/1971<\/a>, norma do Programa de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Prorural) que ainda estava vigente \u00e0 \u00e9poca da morte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei reconhecia direitos adquiridos com base em fatos geradores ocorridos durante sua vig\u00eancia. Isso ocorre porque, pelo antigo Prorural, criado pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp16.htm\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Lei Complementar 16\/1973<\/a>, o pagamento da pens\u00e3o rural come\u00e7ava a contar j\u00e1 na data em que o segurado morria.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"bob-timeline\" style=\"background:#f7f9fc;border:1px solid #e3e9f2;border-radius:14px;padding:22px 24px;margin:24px 0;box-shadow:0 1px 4px rgba(16,42,67,.06)\"><div style=\"font-size:12px;font-weight:800;letter-spacing:1.5px;text-transform:uppercase;color:#2b6cb0;margin-bottom:2px\">Linha do tempo<\/div><div style=\"font-size:19px;font-weight:800;color:#15243c;margin:2px 0 14px;line-height:1.3\">Pens\u00e3o por morte do agricultor<\/div><div style=\"border-left:2px solid #c9d8ec;margin-left:6px\"><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">1973<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Cria\u00e7\u00e3o do antigo Prorural pela Lei Complementar 16\/1973 (mencionada como base do regime antigo).<\/div><\/div><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">1978<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Morte do trabalhador rural (pai da requerente).<\/div><\/div><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">vig\u00eancia da Lei Complementar 11\/1971<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Aplica\u00e7\u00e3o da norma do Programa de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Prorural) que ainda estava vigente \u00e0 \u00e9poca da morte, reconhecendo direitos adquiridos com base em fatos geradores ocorridos durante sua vig\u00eancia.<\/div><\/div><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">desde a inf\u00e2ncia<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Condi\u00e7\u00e3o de incapacidade da filha existia desde a inf\u00e2ncia (mencionado como fato considerado pela Justi\u00e7a).<\/div><\/div><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">quase cinco d\u00e9cadas depois da morte do pai<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Reconhecimento pela Justi\u00e7a do direito da mulher com defici\u00eancia intelectual grave \u00e0 pens\u00e3o por morte e determina\u00e7\u00e3o para que o INSS implante o benef\u00edcio e pague parcelas atrasadas desde o \u00f3bito.<\/div><\/div><div style=\"position:relative;padding:0 0 4px 24px;margin:16px 0\"><div style=\"position:absolute;left:-7px;top:4px;width:12px;height:12px;border-radius:50%;background:#2b6cb0;box-shadow:0 0 0 3px #dbe7f5\"><\/div><div style=\"font-weight:800;color:#2b6cb0;font-size:14px;letter-spacing:.3px\">em at\u00e9 45 dias<\/div><div style=\"line-height:1.55;margin-top:3px\">Prazo determinado para o INSS implantar a pens\u00e3o ap\u00f3s o reconhecimento do direito.<\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">INSS ter\u00e1 45 dias para implantar benef\u00edcio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o reconhecimento do direito, o INSS foi condenado a implantar a pens\u00e3o em at\u00e9 45 dias e pagar as parcelas atrasadas referentes ao per\u00edodo reconhecido na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O valor total da d\u00edvida n\u00e3o foi informado na decis\u00e3o divulgada pela Justi\u00e7a Federal. Como a senten\u00e7a foi proferida em primeira inst\u00e2ncia, o INSS ainda pode recorrer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase cinco d\u00e9cadas depois da morte do pai, uma mulher com defici\u00eancia intelectual grave teve reconhecido pela Justi\u00e7a o direito \u00e0 pens\u00e3o por morte. 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