Abate técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu comprova eficiência do Nelore PO e destaca rendimento acima da média nacional
Os resultados do mais recente abate técnico realizado no âmbito do PMGZ Carne, programa conduzido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) em parceria com criadores e a indústria frigorífica, reforçam o elevado potencial da genética zebuína na produção de carne de qualidade. Na avaliação, animais da raça Nelore PO alcançaram rendimento médio de carcaça de 60,5%, índice considerado expressivo quando comparado à média nacional da pecuária de corte.
A etapa mais recente do programa envolveu o abate de 83 animais da EAO Agropecuária, consolidando mais uma amostra dos resultados consistentes obtidos pelo PMGZ Carne. A ação evidenciou a eficiência produtiva do Nelore PO, com avaliações técnicas que comprovam a superioridade da genética pura melhoradora, especialmente em critérios como precocidade, ganho de peso e rendimento industrial.
Os animais abatidos eram filhos de 16 diferentes touros Nelore PO, em sua maioria crioulos da própria EAO Agropecuária, com média de 16 meses de idade. Após 146 dias de confinamento, os lotes apresentaram desempenho destacado, com produção média de 19,71 arrobas e rendimento médio de carcaça de 60,5%, números que reforçam a capacidade da genética avaliada no programa de entregar eficiência produtiva em menor tempo.
Durante todo o processo, a equipe de Fomento da ABCZ acompanhou as etapas de pesagem inicial, intermediária e final. Na última avaliação, foi realizada a ultrassonografia de carcaça, enquanto na pesagem intermediária houve coleta de material biológico para genotipagem, ampliando a base de dados do programa e fortalecendo as avaliações genéticas futuras.
De acordo com Ricardo Abreu, gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, os resultados confirmam o papel estratégico do PMGZ Carne para a pecuária nacional.
“Os números de performance dos animais do PMGZ Carne refletem a elevada velocidade da genética do Nelore PO, impulsionando toda a cadeia produtiva na pecuária de corte. Tempo é sinônimo de rentabilidade, e o giro rápido do ganho de peso da cria à terminação, aliado ao rendimento no frigorífico computado no programa, consolida o potencial da genética correlacionado diretamente com o lucro na atividade”, destaca.
O gestor de pecuária da EAO Agropecuária, Max Pereira, ressaltou a consistência da base genética do rebanho e a evolução do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. “Eram mais de 8 mil matrizes que sempre recriamos e emprenhamos com touros de repasse. Então são animais oriundos desses animais PO, com carga genética muito boa, e começamos a registrar esses animais. Dentro do conjunto de animais abatidos hoje, temos touros PC e PO”, afirmou.
Na avaliação da indústria, o lote apresentado atendeu plenamente às exigências do mercado consumidor. Para o originador da JBS Friboi, Fausto Severino, os indicadores reforçam a adequação do Nelore PO às demandas atuais da cadeia da carne. “Uma excelente boiada, uma boiada muito nova, que, com média de 16 meses, quase chegou a 20 arrobas. Uma boiada que, com peso vivo, deu um rendimento de quase 59%. Uma boiada extremamente bem-acabada, precoce e que o mercado consumidor deseja – um animal pesado e novo, com carne de maior qualidade, com maciez e marmoreio”, avaliou.
A ABCZ agradeceu à EAO Agropecuária pela participação no PMGZ Carne e pela confiança no programa, reforçando ainda que, já no início de 2026, novos criadores estão programados para integrar as próximas etapas da iniciativa, ampliando o volume de dados e a validação dos resultados obtidos.

Ao longo das últimas décadas, a EAO Agropecuária vem se destacando pelo trabalho contínuo de melhoramento genético, com investimentos consistentes em seleção, registro e avaliação técnica do rebanho.
A construção de uma base sólida de matrizes e reprodutores Nelore PO, aliada ao uso de ferramentas modernas de avaliação genética, permitiu à fazenda alcançar elevados padrões de produtividade e eficiência, refletidos agora em resultados concretos no frigorífico.
Esse histórico de longo prazo reforça a importância da genética como pilar estratégico para a sustentabilidade e a rentabilidade da pecuária de corte brasileira.
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