Acordo Mercosul–União Europeia impõe novas regras ESG ao agronegócio a partir de maio

Produtores e exportadores brasileiros terão que adotar rastreabilidade, controle ambiental e governança para manter acesso ao mercado europeu.

O agronegócio brasileiro entra, a partir de maio de 2026, em uma nova fase de exigências com a implementação das diretrizes ESG previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. As novas regras tornam obrigatória a adoção de práticas sustentáveis, transparência na produção e maior controle sobre toda a cadeia produtiva para exportações ao bloco europeu.

O acordo, que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, amplia oportunidades para o agro brasileiro, mas também eleva o nível de exigência, especialmente em setores como soja, carne bovina e milho — produtos frequentemente associados a impactos ambientais.

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Rastreabilidade passa a ser exigência central

Entre os principais pontos está a obrigatoriedade de rastreabilidade completa dos produtos. Exportadores precisarão comprovar a origem da produção, garantindo que não há ligação com desmatamento ilegal ou práticas ambientais irregulares.

Além disso, será necessário implementar sistemas de monitoramento contínuo, auditorias e mecanismos de due diligence, incluindo a verificação de fornecedores indiretos — um dos maiores desafios para o setor.

Pressão sobre produtores e cadeias produtivas

As novas exigências aumentam a responsabilidade não apenas das grandes tradings, mas também dos produtores rurais. Quem não se adequar pode enfrentar restrições comerciais, perda de contratos e dificuldade de acesso ao mercado europeu.

Na prática, o ESG deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser um requisito básico para exportação.

Impactos econômicos e competitividade

Apesar do aumento na complexidade regulatória, o acordo também abre espaço para ganhos relevantes ao agronegócio brasileiro, com redução de tarifas e maior previsibilidade comercial.

Especialistas avaliam que produtores que investirem em sustentabilidade, certificações e governança tendem a se destacar, fortalecendo a imagem do agro brasileiro no exterior e ampliando sua competitividade global.

Adaptação será decisiva

O novo cenário exige rápida adaptação do setor. Investimentos em tecnologia, gestão de dados e regularização ambiental devem se intensificar nos próximos meses.

Para o agronegócio, o desafio agora é equilibrar produtividade e sustentabilidade, atendendo às exigências de um dos mercados mais rigorosos do mundo sem comprometer a rentabilidade da produção.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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