Agricultor referência na produção de alho no RS, Gilmar Molon morre aos 60 anos

Produtor gaúcho, agricultor referência na produção de alho, construiu trajetória de mais de 40 anos no campo e deixou legado de trabalho, liderança e fortalecimento da cadeia do alho

A agricultura brasileira perdeu um de seus nomes mais respeitados na cadeia da alhicultura. Morreu aos 60 anos o agricultor e empresário Gilmar Molon, reconhecido como uma das principais referências na produção de alho na Serra Gaúcha e no Brasil. A notícia gerou forte comoção no setor, especialmente entre produtores, entidades e lideranças ligadas à cultura do alho.

Natural de Flores da Cunha (RS), Molon construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao campo, tornando-se um símbolo de dedicação, inovação e defesa da atividade agrícola.

Uma vida dedicada ao alho e ao fortalecimento do setor

Gilmar Molon iniciou sua trajetória na agricultura em 1984, apostando no cultivo de alho em uma época em que a atividade ainda buscava consolidação no Brasil. Com visão empreendedora e compromisso com a produção, ele se destacou ao longo dos anos como um dos principais nomes do setor.

Instalado no município de Ipê (RS), era proprietário da empresa Alhos Galo, negócio que ajudou a consolidar sua liderança entre os produtores e a fortalecer a cadeia produtiva regional.

Ao longo de sua carreira, Molon não apenas produziu, mas também atuou ativamente na defesa da alhicultura, contribuindo para o desenvolvimento técnico e econômico da atividade no país. Sua atuação constante junto a entidades e produtores ajudou a dar visibilidade ao setor e impulsionar melhorias estruturais.

Reconhecimento e legado no agro brasileiro

A morte de Molon mobilizou importantes entidades do setor. A Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) destacou que o segmento perde “muito mais do que um produtor”, ressaltando sua presença ativa, liderança e contribuição para o crescimento da cultura no Brasil.

Já a Associação Gaúcha dos Produtores de Alho (AGAPA) reforçou que ele foi um “grande representante da cadeia produtiva”, lembrando sua trajetória marcada por trabalho, seriedade e compromisso com o fortalecimento da atividade.

O legado deixado por Gilmar Molon vai além da produção agrícola. Ele se consolidou como uma referência técnica e institucional, sendo lembrado pela defesa do produtor rural e pelo papel ativo na organização do setor.

Despedida e comoção nas homenagens ao agricultor referência na produção de alho na Serra Gaúcha

As homenagens ao produtor ocorreram na Capela São Pedro, na comunidade da Linha 100, em Flores da Cunha. O sepultamento foi realizado na manhã do dia 23, reunindo familiares, amigos e representantes do agro regional. A causa da morte não foi divulgada pela família.

A trajetória de Gilmar Molon reflete a evolução da própria alhicultura no Brasil. De produtor pioneiro a liderança consolidada, ele acompanhou — e ajudou a construir — o avanço técnico, produtivo e organizacional do setor.

Em um momento em que o agronegócio brasileiro ganha ainda mais protagonismo global, a perda de Molon representa não apenas a despedida de um produtor, mas de um agente fundamental na construção de uma cadeia produtiva mais forte, organizada e representativa.

Seu nome passa a integrar a história da agricultura brasileira como símbolo de trabalho, visão e compromisso com o campo.

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