O preço da amêndoa de cacau é definido no mercado internacional, a partir das bolsas globais e das condições de oferta e demanda mundiais e local.
A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) reconhece a preocupação legítima do governo federal diante da queda recente do preço pago ao produtor. É importante lembrar, contudo, que o Brasil não produz cacau em volume suficiente para atender à demanda interna, razão pela qual a importação da amêndoa é necessária para garantir o funcionamento da indústria e o abastecimento do mercado.
Também é fundamental esclarecer que o preço da amêndoa de cacau é definido no mercado internacional, a partir das bolsas globais e das condições de oferta e demanda mundiais e local. Por isso, constitui um equívoco atribuir à indústria brasileira — grande parte dela instalada na Bahia — a responsabilidade pela formação ou fixação desses preços.
Medidas restritivas direcionadas à atividade industrial não enfrentam as causas reais do problema e podem produzir efeitos indesejados, como redução da moagem, paralisação de unidades produtivas, perda de empregos e diminuição da arrecadação estadual, além de comprometer a competitividade das exportações brasileiras de derivados de cacau.
A AIPC manifesta preocupação com propostas de caráter intervencionista que ferem princípios básicos do livre mercado e que, historicamente, já demonstraram não resolver desequilíbrios produtivos ou de preços, muitas vezes agravando as dificuldades do próprio setor que se pretende proteger.
A indústria processadora permanece parte essencial do equilíbrio da cadeia do cacau e da sustentação da renda do produtor e precisa ser ouvida. Nesse sentido, a AIPC defende a instalação imediata de uma mesa técnica reunindo indústria, produtores e governo, com o objetivo de construir soluções estruturais, eficazes e sustentáveis para todo o setor.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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