Aviso meteorológico do Inmet classificado como “perigo” indica tempestades, chuva forte, risco de granizo e possibilidade de danos à rede elétrica, lavouras e infraestrutura em diversas regiões do país
O avanço de um sistema meteorológico associado à formação de um ciclone colocou parte do Brasil em estado de atenção neste início de fevereiro. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de tempestade com grau de severidade considerado “perigo”, válido entre 00h01 do dia 1º de fevereiro e 10h do dia 3, indicando condições propícias para eventos climáticos extremos.
De acordo com o aviso oficial, são esperados volumes expressivos de chuva, ventos intensos e possibilidade de granizo, cenário que eleva o risco de impactos tanto nas cidades quanto no campo — especialmente em áreas agrícolas que já enfrentam oscilações climáticas típicas do verão.
Tempestades podem acumular até 100 mm de chuva
O alerta aponta para chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou acumulados de até 100 mm por dia, acompanhadas de rajadas de vento que podem variar entre 60 e 100 km/h.
Além da intensidade da precipitação, o documento destaca uma série de riscos potenciais:
- Corte de energia elétrica
- Estragos em plantações
- Queda de árvores
- Alagamentos em áreas urbanas e rurais
Para especialistas, esse tipo de combinação — solo já úmido, chuva volumosa e vento forte — aumenta significativamente a probabilidade de danos estruturais e perdas no agronegócio, sobretudo em lavouras em fase reprodutiva ou próximas da colheita.
Regiões sob maior risco
O aviso abrange uma extensa área do território nacional, incluindo partes do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Sul, além do Distrito Federal. Entre as áreas citadas estão:
- Centro Goiano e Leste Goiano
- Triângulo Mineiro e regiões centrais de Minas Gerais
- Metropolitana de Curitiba
- Campinas, Ribeirão Preto e Macro Metropolitana Paulista
- Metropolitana de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro
- Norte e Sul Fluminense
- Leste e Nordeste de Mato Grosso do Sul
- Ocidental e Oriental do Tocantins
- Sul Maranhense e Vale do São Francisco da Bahia, entre outras.
A lista inclui ainda dezenas de municípios, reforçando o caráter abrangente do sistema climático e a necessidade de monitoramento constante.
Orientações de segurança durante as rajadas
O INMET também divulgou recomendações para reduzir riscos durante as tempestades. Entre as principais medidas estão:
- Evitar abrigo sob árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas;
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas metálicas;
- Desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível;
- Buscar informações junto à Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).
Essas orientações são consideradas fundamentais em episódios de vento severo, que podem causar acidentes em poucos minutos.
Contexto climático reforça cenário de instabilidade
O alerta ocorre em um momento em que o padrão climático de fevereiro já indicava irregularidade nas chuvas pelo país. Segundo prognóstico do INMET, há previsão de precipitações acima da média em áreas das regiões Norte e Sudeste, enquanto partes do Sul e do Centro-Oeste tendem a registrar volumes menores que o histórico do mês.
No Sudeste, por exemplo, são esperadas chuvas superiores à média em grande parte do Rio de Janeiro, centro-norte do Espírito Santo, centro-norte de São Paulo e sul de Minas Gerais, condição que favorece a reposição da umidade do solo — mas que também pode gerar transtornos quando ocorre de forma concentrada.
Já no Norte, volumes até 50 mm acima da média em áreas do Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins tendem a manter o solo úmido, embora o excesso possa atrasar colheitas e operações agrícolas.
Possíveis reflexos no agronegócio
Do ponto de vista produtivo, eventos extremos como tempestades e ventos fortes exigem atenção redobrada do produtor rural. O próprio instituto destaca que condições climáticas intensas podem:
- Comprometer o enchimento de grãos
- Aumentar o risco de estresse térmico
- Provocar atrasos na colheita
- Impactar a produtividade em áreas de sequeiro.
Por outro lado, em regiões onde a chuva vinha abaixo do esperado, a precipitação pode ajudar na recuperação da umidade — desde que não venha acompanhada de fenômenos severos.
Inmet: Monitoramento deve continuar nos próximos dias
Diante do cenário, meteorologistas reforçam a importância de acompanhar atualizações frequentes dos avisos oficiais, já que sistemas associados a ciclones podem alterar rapidamente sua trajetória e intensidade.
Com o auge do verão e a atmosfera carregada de calor e umidade, episódios de tempestade tendem a se tornar mais frequentes, exigindo planejamento tanto das autoridades quanto do setor produtivo.
👉 O alerta completo pode ser consultado no site oficial do INMET: clique aqui.
A recomendação é clara: atenção redobrada, prevenção e acompanhamento constante das previsões — principalmente em regiões agrícolas, onde poucas horas de clima severo podem representar perdas significativas.
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