Avanço de sistemas atmosféricos intensifica instabilidades em diversas regiões do Brasil, com risco de temporais, volumes elevados de chuva e rajadas de vento. Órgãos meteorológicos reforçam atenção para áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O início desta segunda semana de janeiro é marcado por um cenário de atenção no clima brasileiro, com a chegada de uma nova frente fria ao Sul do país, associada à atuação de sistemas de instabilidade como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e áreas de baixa pressão. O resultado é a ocorrência de pancadas de chuva moderadas a fortes, risco de temporais, rajadas de vento que podem atingir até 70 km/h e volumes expressivos de precipitação em curto intervalo de tempo.
De acordo com os principais serviços de meteorologia, a instabilidade não se restringe ao Sul e deve alcançar grande parte do território nacional, exigindo atenção redobrada de produtores rurais, moradores de áreas urbanas suscetíveis a alagamentos e autoridades de defesa civil.
Sul concentra os maiores impactos da frente fria
A Região Sul é a mais impactada neste momento. O avanço rápido da frente fria pelo Rio Grande do Sul provoca chuva moderada a forte, com possibilidade de temporais acompanhados de raios e rajadas intensas de vento. Em áreas do sul e sudeste gaúcho, os ventos podem chegar a 70 km/h, além de mar agitado no litoral.
Santa Catarina e Paraná também registram instabilidade, ainda que de forma mais irregular. No leste catarinense e na Serra Gaúcha, há risco de tempestades localizadas, enquanto no Paraná as chuvas tendem a ganhar força entre a tarde e a noite, principalmente na metade leste do estado .
Sudeste segue sob influência da umidade e da ZCAS
No Sudeste, a ZCAS começa a perder força, mas a grande quantidade de umidade disponível na atmosfera mantém o risco de pancadas fortes de chuva. Minas Gerais, São Paulo e o Rio de Janeiro devem registrar instabilidades ao longo do dia, com destaque para o interior paulista, o Triângulo Mineiro e o sul mineiro.
Há possibilidade de acumulados elevados em curto período, além de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h em áreas do litoral fluminense. As temperaturas sobem novamente, favorecendo sensação de abafamento, especialmente nas áreas onde o sol aparece entre as pancadas .
Centro-Oeste tem risco de chuva volumosa e temporais
A Região Centro-Oeste permanece sob forte influência das instabilidades. Estados como Mato Grosso e Goiás podem registrar volumes acumulados superiores a 150 mm ao longo da semana, conforme projeções oficiais.
Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai favorece chuva de moderada a forte intensidade, com risco de temporais isolados. Apesar da chuva, o calor persiste e há alerta para baixa umidade relativa do ar no oeste sul-mato-grossense, com índices abaixo de 30% em alguns períodos .
Nordeste e Norte têm comportamento distinto
No Nordeste, as chuvas se concentram principalmente no Maranhão, oeste do Piauí e sul da Bahia, com pancadas acompanhadas de trovoadas. No litoral da região, o tempo tende a ficar mais firme ao longo da semana, enquanto áreas do interior seguem sob calor intenso e baixa umidade.
Já na Região Norte, a combinação de calor e umidade mantém o tempo instável. Estados como Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e grande parte do Pará podem registrar chuva forte e temporais, com destaque para o leste do Pará e o norte do Tocantins, onde os volumes podem ser elevados. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua favorecendo a formação de nuvens carregadas .
INMET emite alerta para chuvas intensas e ventos
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta de perigo potencial para chuvas intensas, com previsão de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h em diversas áreas do país. O órgão destaca risco baixo, mas existente, de alagamentos, queda de galhos de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.
Entre as recomendações estão evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a estruturas metálicas e manter atenção às orientações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros .
Atenção redobrada nos próximos dias
A previsão indica que as instabilidades devem persistir ao longo da semana, com alternância entre períodos de sol, calor intenso e pancadas fortes de chuva em grande parte do país. O cenário reforça a necessidade de planejamento no campo, monitoramento constante das condições meteorológicas e atenção especial em áreas urbanas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos.
Meteorologistas alertam que, em janeiro, o padrão de chuvas intensas associadas ao calor é comum, mas a combinação de sistemas atmosféricos amplia o risco de eventos extremos pontuais, exigindo cautela e acompanhamento diário das atualizações oficiais.
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