Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirma novos casos da mosca-da-bicheira no Texas; avanço do parasita em animais de estimação e bovinos mobiliza plano emergencial de erradicação biológica
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) emitiu um comunicado oficial sobre o avanço de uma grave ameaça parasitária no estado do Texas. Uma praga mortal da pecuária, comumente chamada de mosca-da-bicheira, foi registrada em novos hospedeiros na região, gerando forte preocupação pelo fato de ter contaminado inclusive um cachorro de estimação.
O avanço do inseto desafia os órgãos de controle, que correm contra o tempo para blindar a cadeia produtiva de carne no país.
Como a praga mortal da pecuária se espalha pelo Texas
De acordo com as informações apuradas pela agência de notícias Associated Press, os novos focos do parasita foram validados pelo USDA nos condados texanos de La Salle e Andrews, localidades separadas por centenas de quilômetros.
A infecção foi detectada em um bovino jovem e em um cão doméstico. Ao todo, as autoridades locais contabilizam quatro ocorrências ativas desde o início de junho, período em que um bezerro de apenas três semanas foi diagnosticado com a anomalia em uma fazenda da região.
O perigo biológico da mosca-da-bicheira
O grande perigo dessa espécie reside em seu comportamento alimentar: as larvas se nutrem exclusivamente de tecido vivo, ignorando matéria orgânica morta. As fêmeas adultas buscam pequenas lesões, cortes ou machucados na pele de animais de sangue quente para depositar seus ovos.
- Alvos principais: Embora o foco econômico seja o rebanho bovino, o parasita infecta facilmente animais silvestres, pets e até seres humanos.
- Retrocesso histórico: A situação é considerada alarmante pelos pecuaristas norte-americanos, visto que o país havia erradicado completamente a espécie de seu território na década de 1960.
Planos do USDA para barrar o parasita
O governo norte-americano já se estruturava contra uma possível invasão desde que o inseto foi reportado no território mexicano no final de 2024, após ultrapassar os limites geográficos que o retinham no extremo sul do Panamá por várias décadas.
A contenção atual é feita por meio de manejo biológico: machos estéreis são gerados em laboratório e soltos na natureza. Quando as fêmeas selvagens copulam com esses machos, não conseguem gerar descendência, quebrando a linha reprodutiva da população selvagem ao longo dos meses.
“Enquanto lidamos com essas ocorrências que exigem atenção imediata e continuamos a coletar amostras de casos suspeitos, estamos simultaneamente trabalhando para erradicar completamente a praga”, reiterou Dudley Hoskins, subsecretário de marketing e regulamentação do USDA.
Para reforçar a contraofensiva, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, agendou reuniões estratégicas no Laboratório de Pesquisa de Insetos de Pecuária em Kerrville, no Texas. O plano emergencial prevê o aumento na importação de moscas estéreis de instalações estrangeiras em paralelo à construção de uma biofábrica própria em solo texano.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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