Meteorologistas alertam para instabilidade severa. Entenda os fatores que indicam que 2026 promete extremos climáticos piores que 2025 no Brasil.
A instabilidade atmosférica deve atingir níveis críticos no Brasil ao longo deste ano. Se o ciclo passado já exigiu resiliência do produtor rural e da população, os novos modelos meteorológicos indicam que 2026 promete extremos climáticos piores que 2025.
A projeção é de um calendário marcado pela falta de lógica nas estações: calor severo fora de época, interrupções abruptas de temperatura e chuvas que não seguem a distribuição histórica.
O fim da previsibilidade e os extremos climáticos piores que 2025
Especialistas da Climatempo apontam que a “bipolaridade” do tempo será a regra. Diferente de anos onde se podia contar com estações bem definidas, o cenário atual desenha uma alternância constante. O meteorologista Vinicius Lucyrio adverte que a previsibilidade será baixa. Segundo sua análise, não teremos apenas calor ou frio, mas sim “gangorras” térmicas: veranicos (estiagem em época de chuva) serão rompidos violentamente por tempestades e quedas de temperatura, seguidos rapidamente por novas ondas de calor sufocante.
Essa dinâmica confirma por que 2026 promete extremos climáticos piores que 2025: a incapacidade de os sistemas se estabilizarem gera riscos tanto para a agricultura quanto para a infraestrutura urbana.
A “Dança” dos Oceanos: La Niña e El Niño
O grande motor dessa desordem é a oscilação dos fenômenos no Oceano Pacífico. O ano começa sob influência do resfriamento das águas (La Niña), o que potencializa contrastes térmicos imediatos. No entanto, a grande preocupação é a transição. Caminhamos para uma neutralidade que pode evoluir para um aquecimento das águas (El Niño) já no segundo semestre.
Essa mistura de influências resulta em:
- Chuvas mal distribuídas: A água cairá em volumes concentrados (pancadas fortes), impedindo que o solo absorva a umidade de forma eficiente e dificultando a recarga plena dos reservatórios hidrelétricos.
- Inverno curto e atípico: Entre maio e julho, o Centro-Sul deve enfrentar massas de ar polar intensas, mas de vida curta. O frio será agudo, mas o calor retornará precocemente, “engolindo” parte do inverno e antecipando o clima de primavera.
Impactos no Agro e na Economia Regional
A confirmação de que 2026 promete extremos climáticos piores que 2025 traz alertas específicos por região:
- Matopiba e Fronteira Agrícola: Há risco de “falso início” das chuvas. A precipitação pode chegar mais cedo, animando os produtores, mas sem regularidade para sustentar o desenvolvimento das lavouras, exigindo cautela máxima no plantio.
- Sul do Brasil (RS e SC): O perigo aumenta a partir de setembro. Bloqueios atmosféricos podem travar frentes frias sobre a região, gerando acumulados de chuva perigosos, ventanias e granizo.
- Amazônia: O Rio Negro deve apresentar cheias no primeiro semestre, seguidas de uma vazante dura, impactando a logística fluvial.
- Consumo Urbano: Com o calor persistente acima da média, o varejo deve ver um aumento na venda de climatizadores e ar-condicionado, enquanto o setor elétrico monitora a instabilidade das bacias do Sudeste.
Escrito por Compre Rural
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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