Sistemas frontais e canal de umidade elevam o risco de temporais no Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos próximos dias; Chuva pode alcançar 200 a 400 mm em apenas cinco dias em algumas regiões do país. Veja previsão do tempo completa
O Brasil entra em um período de tempo severo e atenção máxima com a combinação de sistemas frontais, canal de umidade e a formação do segundo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) neste mês de janeiro. A previsão indica que, entre o fim de semana e o início da próxima semana, há potencial para chuva intensa, tempestades severas, ventos fortes e até granizo, com acumulados que podem alcançar 200 a 400 mm em apenas cinco dias em algumas regiões do país.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a atuação de frentes frias deve provocar mudanças significativas no tempo no Sul e em parte do Sudeste entre os dias 17 e 18 de janeiro, com chuvas intensas e rajadas de vento. O órgão alerta ainda para risco de tempestades severas e ocorrência pontual de granizo.
Paralelamente, análises meteorológicas indicam que a segunda ZCAS de janeiro deve se organizar entre 19 e 23 de janeiro, reforçando ainda mais os volumes de precipitação em áreas estratégicas do país.
O que está acontecendo? Entenda o cenário meteorológico
Nos próximos dias, o país será impactado por um “combo” de instabilidades:
- Frente fria no Sul, trazendo tempestades e vento forte
- Canal de umidade persistente no Sudeste, mantendo o tempo carregado
- Formação da ZCAS, fenômeno típico do verão que sustenta chuva por vários dias
A ZCAS é considerada um dos principais sistemas de chuva do Brasil nesta época do ano. Ela se caracteriza por uma grande faixa de convergência de umidade, que organiza áreas extensas de instabilidade e pode provocar chuvas consecutivas por vários dias, aumentando o risco de transtornos.
Previsão por regiões: onde o alerta é maior
Sul: temporais, granizo e vento acima de 70 km/h
O INMET aponta que as chuvas mais fortes do fim de semana devem atingir uma faixa que vai:
✅ do norte do Rio Grande do Sul
✅ ao sul de Santa Catarina
✅ até o sul do estado de São Paulo
No sábado (17), há previsão de volumes que superam 70 mm em áreas do Paraná, enquanto Santa Catarina e São Paulo podem chegar a 50 mm em 24 horas.
Já no domingo (18), um segundo sistema frontal avança sobre o Rio Grande do Sul, espalhando instabilidades por toda a Região Sul. E o ponto de maior preocupação está no litoral gaúcho: os ventos podem ultrapassar 70 km/h, elevando o risco de queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
📌 Resumo do risco no Sul
- Tempestades severas
- Rajadas intensas
- Granizo pontual
- Possíveis danos estruturais e falta de energia
Sudeste: chuva persistente e risco de acumulados acima de 100 mm
Enquanto o Sul recebe o impacto direto das frentes frias, o Sudeste entra no radar por causa da manutenção de umidade.
O INMET destaca que a persistência de um canal de umidade favorece acumulados superiores a 50 mm no interior de São Paulo e no sul de Minas Gerais.
Mas o alerta aumenta ainda mais na segunda-feira (19), com atenção especial para:
⚠️ Estado do Rio de Janeiro
⚠️ Litoral de São Paulo
Nessas áreas, a chuva pode superar 70 mm, com registros pontuais acima de 100 mm.
Ou seja: além do volume elevado, o risco é potencializado pelo fato de chover com força em curto intervalo de tempo, situação que favorece alagamentos urbanos, enxurradas e deslizamentos em áreas vulneráveis.
Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste: a ZCAS amplia a área de risco
A Climatempo projeta que a segunda ZCAS de janeiro deve espalhar instabilidades por:
- quase todo o Sudeste
- grande parte do Centro-Oeste
- parte da Bahia
- Pará e Tocantins
- Amazonas, Rondônia e Acre
Apesar de atingir áreas amplas, a meteorologia aponta que São Paulo e Mato Grosso do Sul tendem a ser menos favorecidos pela chuva dentro do núcleo principal da ZCAS.
Chuva de 200 a 400 mm: onde o volume pode ser extremo
O ponto mais crítico do alerta envolve acumulados muito altos em poucos dias.
As áreas com maior potencial de chuva volumosa entre 19 e 23 de janeiro incluem:
✅ Zona da Mata Mineira
✅ Vale do Rio Doce (MG)
✅ Espírito Santo
✅ Norte e Noroeste do Rio de Janeiro
✅ Região central de Goiás
Nessas regiões, os volumes podem ficar entre 200 mm e 400 mm, o que representa, em muitos locais, o equivalente à média de chuva de todo o mês de janeiro em apenas cinco dias.
Além disso, a região entre o sul de Goiás e o Triângulo Mineiro também deve registrar chuva bastante expressiva, com acumulados entre 100 mm e 200 mm em 5 dias.
📌 Impacto prático no campo e nas cidades: esse tipo de acumulado tende a provocar solo encharcado, estradas rurais comprometidas, dificuldade de escoamento, danos em lavouras, além de alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas e regiões de encosta.
Além da chuva: atenção para ventos fortes e risco de tempo severo
Vento forte no litoral e risco de tempestades severas
No avanço do sistema frontal, há previsão de ventos fortes ao longo do litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, segundo o INMET.
O cenário pode trazer transtornos típicos de tempo severo:
- destelhamentos
- queda de galhos e árvores
- danos à rede elétrica
- interrupção de sinal e internet em áreas rurais
Risco de tornados
O INMET também menciona que, no início da próxima semana, com o avanço do sistema frontal em direção ao Paraná e áreas vizinhas, há previsão de novas tempestades severas com possibilidade de ocorrência de tornados.
Esse tipo de situação, embora pontual, pode ocorrer em eventos de instabilidade intensa, principalmente quando há combinação de calor, umidade e ventos em altitude.
Por que o risco de transtornos aumenta neste segundo episódio de ZCAS?
Um ponto fundamental é que a chuva da nova ZCAS deve atingir novamente áreas que já vinham recebendo muita água no começo do mês.
A Climatempo alerta que os grandes volumes de chuva esperados podem causar enchentes, alagamentos urbanos e deslizamentos de terra, principalmente pelo encharcamento do solo.
Ou seja: quando o terreno já está saturado, bastam poucas horas de chuva intensa para gerar transtornos graves, inclusive em locais onde normalmente não há histórico de enchentes.
Orientações de segurança: o que fazer antes e durante o temporal
A recomendação é acompanhar os alertas meteorológicos diariamente e seguir orientações da Defesa Civil. A Climatempo reforça que temporais podem vir acompanhados de chuva intensa, vento forte, raios e eventual granizo.
Antes do temporal
- Fique atento aos alertas meteorológicos de fontes oficiais
- Evite deixar objetos soltos em áreas externas (telhas, vasos, antenas)
- Em áreas de risco, mantenha-se informado sobre planos de emergência
Durante o temporal
- Evite sair de casa com vento e chuva intensos
- Não se abrigue debaixo de árvores
- Evite usar aparelhos ligados à tomada durante raios
- No trânsito: reduza a velocidade e nunca atravesse ruas alagadas
Em situação de risco
Se perceber:
- rachaduras no solo
- inclinação de postes/árvores
- aumento rápido do nível da água
➡️ Procure um local seguro e siga as orientações oficiais. Em emergências, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).
Atenção máxima entre 17 e 23 de janeiro
O período entre 17 e 23 de janeiro concentra o maior risco meteorológico, com possibilidade de:
✅ chuvas volumosas e persistentes (até 400 mm em 5 dias)
✅ ventos fortes acima de 70 km/h em áreas litorâneas
✅ alagamentos, enchentes e deslizamentos
✅ tempestades severas e granizo isolado
Com a previsão de acumulados extremos em alguns estados, o momento é de prevenção, monitoramento constante e, principalmente, de decisões rápidas para reduzir riscos em áreas urbanas e rurais.
Informação salva vidas — e, neste cenário, se antecipar é a melhor estratégia.
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