AMPA: Chuvas reduzem ritmo de implantação do algodão, mas plantio segue dentro do esperado em MT

As chuvas recorrentes e os elevados volumes registrados em diversas regiões limitaram o avanço da colheita da soja e reduziram o ritmo de semeadura do algodão.

A Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) divulgou o relatório sobre a situação das lavouras em Mato Grosso, referente ao período de 18 a 24 de janeiro de 2026, que aponta influência direta da instabilidade climática sobre o andamento das atividades agrícolas no estado. De acordo com o levantamento, as chuvas recorrentes e os elevados volumes registrados em diversas regiões limitaram o avanço da colheita da soja e reduziram o ritmo de semeadura do algodão, especialmente nas áreas de segunda safra. Ainda assim, o plantio do algodão segue dentro do esperado para o período, com 48% a 55% da área prevista já implantada, apresentando, de modo geral, boa germinação, estande adequado e bom estabelecimento inicial.

A colheita da soja evoluiu de forma irregular, condicionada às janelas de tempo firme. As produtividades médias variaram entre 53 e 87 sacas por hectare, sem registros relevantes de perdas provocadas por eventos climáticos. Em algumas regiões, a permanência da soja em final de ciclo tem postergado a liberação de áreas para a semeadura do algodão, sobretudo da segunda safra.

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No monitoramento das lavouras, o principal ponto de atenção da semana foi o aumento consistente da pressão de pragas, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro. A presença da praga nas armadilhas apresentou elevação em praticamente todas as regionais monitoradas, especialmente após o avanço da colheita da soja. As médias de captura variaram de 1,3 a mais de 6 insetos por armadilha, caracterizando alta população residual e demandando intensificação imediata das ações de manejo.

Entre as medidas consideradas fundamentais estão o monitoramento contínuo, a instalação e manutenção de armadilhas e tubos mata-bicudo, as aplicações de inseticidas conforme recomendação técnica e a eliminação rigorosa de plantas de algodão tiguera, com o objetivo de reduzir focos iniciais da praga.

No campo fitossanitário, também foram observadas ocorrências relevantes de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas, com destaque para a migração da mosca-branca da soja para o algodão em fase inicial de desenvolvimento. O manejo dessas pragas vem sendo realizado de forma preventiva e corretiva, de acordo com os níveis de infestação e os cronogramas operacionais de cada região.

Diante desse cenário, a semana indica bom potencial produtivo das lavouras, porém associado a elevado risco fitossanitário, principalmente durante o período de estabelecimento do algodão. O contexto exige atenção redobrada dos produtores, adoção rigorosa do manejo integrado de pragas e coordenação regional das ações de controle, visando preservar o desenvolvimento das lavouras e reduzir impactos sobre a produtividade da safra 2025/2026.

Fonte: AMPA

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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