Medida foi adotada após a fabricante Cepêra identificar unidades com rótulos inconsistentes e fora dos registros oficiais de produção; a apreensão de lote de mostarda visa prevenir riscos à saúde e garantir a segurança alimentar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma resolução oficial nesta sexta-feira (10) determinando a apreensão de lote de mostarda da marca Cepêra. A medida cautelar foi motivada por indícios de irregularidade no lote 316625 da mostarda amarela (embalagem de 3,3 kg), após a própria fabricante alertar sobre a circulação de produtos que não condizem com seus registros oficiais de produção.
Além do recolhimento, o órgão regulador impôs a proibição imediata da comercialização, distribuição, fabricação e propaganda do referido lote. Segundo informações técnicas da agência, o produto apresenta inconsistências graves que sugerem uma origem alheia à cadeia produtiva controlada da empresa.
Motivos técnicos para a apreensão de lote de mostarda
A decisão da Anvisa fundamentou-se em divergências visíveis no rótulo das unidades encontradas. A fiscalização identificou padrões de impressão e informações de validade que não correspondem às normas de identidade visual e segurança da marca.
Um ponto determinante para a apreensão de lote de mostarda foi o sistema de codificação de datas. A Cepêra Alimentos utiliza o calendário juliano (que enumera os dias do ano sequencialmente) e o ano de forma abreviada — um padrão que não foi respeitado no lote irregular. Essa falha técnica compromete a rastreabilidade do produto, impossibilitando a garantia de segurança alimentar para o consumidor final.
Investigação interna e posicionamento da fabricante
Em nota enviada ao portal g1, a Cepêra Alimentos esclareceu que a suspeita surgiu após a identificação de três unidades com rótulos e padrões gráficos estranhos ao processo da companhia. Uma auditoria interna confirmou que o lote 316625 não possui correspondência nos registros de envase ou distribuição da empresa, o que indica uma possível falsificação ou uso indevido da marca.
A companhia reforçou que mantém controles rigorosos em sua cadeia produtiva e que está colaborando ativamente com as autoridades sanitárias para apurar a origem do item irregular. Estabelecimentos comerciais e consumidores que possuam o produto em estoque devem suspender o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da marca para orientações.
VEJA MAIS:
- Ranking global: Três frutas brasileiras são eleitas as melhores do planeta; saiba quais
- A síndrome do “Touro de Vitrine”: O perigo de selecionar apenas carcaça e “quebrar” a fertilidade
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.