Associações manifestam preocupação com abertura da importação de biodiesel

Segundo o comunicado, o Brasil tem capacidade produtiva instalada suficiente para atender à demanda interna, com elevada ociosidade.

São Paulo, 21 – Associações do setor de biodiesel divulgaram comunicado conjunto no qual manifestaram “apoio integral” à nota divulgada pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) acerca dos riscos da abertura à importação do produto. A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) compartilharam “da preocupação com os impactos negativos que a medida pode causar sobre a indústria nacional, a previsibilidade regulatória, os investimentos já realizados e a segurança jurídica do setor”.

Segundo o comunicado, o Brasil tem capacidade produtiva instalada suficiente para atender à demanda interna, com elevada ociosidade, o que afasta qualquer justificativa técnica para a importação do produto. “A principal matéria-prima para produção de biodiesel são os óleos vegetais, que já são importados livremente no Brasil, tornando desnecessária e improducente a importação direta de biodiesel”, diz a nota.

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A Aprobio, a Abiove, a Acebra e a Ubrabio “reafirmam que a valorização da produção nacional de biodiesel é estratégica para a geração de empregos, o fortalecimento do agronegócio, a interiorização do desenvolvimento e o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo país, especialmente no âmbito da Lei do Combustível do Futuro”. “Manter um ambiente regulatório estável e previsível é condição essencial para garantir segurança energética, competitividade e a continuidade de um programa que se consolidou como referência internacional”, concluem as associações.

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