Tecnologia VerdPRO2 recebe sinal verde da CTNBio; focada no combate à broca e na otimização do manejo de plantas daninhas, a inovação do CTC é peça-chave para dobrar a produtividade do setor até 2040.
O cenário da biotecnologia nacional acaba de ganhar um novo protagonista. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança deu sinal verde para a nova linhagem de cana-de-açúcar do CTC, batizada comercialmente de VerdPRO2.
O selo de aprovação da CTNBio marca o início de uma nova era para os produtores que buscam blindar seus canaviais contra as perdas crônicas causadas por pragas e matocompetição.
Uma solução para o dreno financeiro do campo
A chegada da nova linhagem de cana-de-açúcar do CTC foca em resolver um problema de cifras bilionárias. Atualmente, a broca-da-cana é responsável por subtrair cerca de R$ 8 bilhões anuais do setor, degradando tanto a qualidade da biomassa quanto a concentração de açúcar.
Somado a isso, o gasto com o controle de plantas invasoras — como o capim colonião e a braquiária — consome outros R$ 6 bilhões por ano. A VerdPRO2 foi desenhada para simplificar essa gestão, oferecendo uma planta mais resiliente e um manejo que evita a fitotoxicidade, preservando o potencial produtivo da cultura do início ao fim do ciclo.
Tecnologia de ponta e portfólio expandido
O diferencial desta nova linhagem de cana-de-açúcar do CTC reside na sua versatilidade. Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira, a plataforma tecnológica suportará mais de 14 produtos distintos, permitindo uma personalização sem precedentes no tratamento fitossanitário.
A estratégia da companhia é clara: utilizar a ciência para atingir a meta de dobrar a produtividade média dos canaviais brasileiros até 2040. A VerdPRO2 é o salto evolutivo da primeira geração lançada em 2017, consolidando uma trajetória de inovação constante.
Cronograma e implementação técnica
Embora o aval regulatório já tenha sido obtido, a nova linhagem de cana-de-açúcar do CTC tem estreia comercial programada para a safra 2026/27. Este período será dedicado a um acompanhamento técnico rigoroso e experimental.
O CTC planeja introduzir a novidade de forma consultiva, trabalhando lado a lado com as usinas e produtores para coletar dados em tempo real e ajustar o manejo às condições específicas de cada região agrícola do Brasil.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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