Emmanuel Besnier, conhecido como “bilionário invisível”, tem uma fortuna de R$ 128,89 bilhões e é o acionista controlador da Lactalis, uma empresa familiar, o maior conglomerado de laticínios do mundo, com mais de US$ 30 bilhões (R$ 152 bilhões) em receitas anuais.
Emmanuel Besnier é um empresário francês, acionista controlador da Lactalis, uma das maiores empresas de laticínios do mundo e a maior produtora de lácteos da Europa. Conhecido como o “bilionário invisível” devido à sua discrição, Besnier acumulou uma fortuna estimada em US$ 25,5 bilhões (R$ 128,89 bilhões), posicionando-o como o quinto maior bilionário da agroindústria global de alimentos e bebidas, conforme divulgado pela Forbes EUA, em sua lista dos bilionários do mundo.
Os 15 maiores bilionários da agroindústria global de alimentos e bebidas são donos de uma fortuna pessoal de US$ 336,3 bilhões (R$ 1,7 trilhão na cotação atual), de acordo com a Forbes. A lista geral contempla 2.781 bilionários, incluindo 18 categorias, entre elas finanças, energia, logística e mais. Em 2024, os super-ricos registram fortunas acumuladas da ordem de US$ 14,2 trilhões (R$ 71,7 trilhões) — US$ 2 trilhões (R$ 10,1 trilhões) a mais do que apenas um ano atrás e US$ 1,1 trilhão (R$ 5,55 trilhões) acima do recorde anterior, também estabelecido em 2021.
Com 52 anos, Besnier é herdeiro de uma linhagem familiar que enriqueceu globalmente na indústria de queijos franceses. Educado na renomada ISG Business School de Paris, ele ingressou no negócio familiar iniciado por seu avô no ano de 1993, ocupando a posição de diretor de desenvolvimento. Após o falecimento de seu pai, Michel Besnier, ele avançou para a posição de CEO da empresa cinco anos mais tarde.
Lactalis, uma empresa familiar, é o maior conglomerado de laticínios do mundo, com mais de US$ 30 bilhões (R$ 152 bilhões) em receitas anuais. Atualmente, ela é dona de produtos como President, Siggi e Stonyfield. No Brasil, a Lactalis tem também as marcas Batavo, Parmalat, Itambé e Elegê.
Ele é conhecido como “o bilionário invisível” por sua notável discrição, optando por não conceder entrevistas e se manter afastado de aparições públicas, o que resulta em raras fotografias disponíveis. Além disso, ele escolheu, por um longo período, não divulgar os resultados financeiros anuais de sua empresa, aceitando multas legais em vez de expor os ganhos do grupo.
Emmanuel Besnier tem a reputação de ser duro com os produtores de leite (ele é descrito como “o pior pagador”), administrando o grupo com punho de ferro. ELe e seus irmãos Jean-Michel e Marie – que não ocupam cargos executivos no grupo – detêm 85% do capital através da holding BSA International, com sede em Anderlecht (Bélgica), cuja única função é deter ações nas empresas do grupo e se beneficiar das condições fiscais favoráveis concedidas às multinacionais na Bélgica. Para otimizar ainda mais sua tributação, os Besniers também são proprietários das empresas Ekabe International e Nethuns, ambas sediadas em Luxemburgo.

Ele detém a posse do Château du Vallon em Entrammes, um legado paterno, além de uma residência de verão na Ile de Ré e um chalé em Courchevel, situados nos Alpes franceses. Pai de três filhos, é casado com Sandrine, com quem se encontrou durante os estudos no Lycée de Laval.
Na localidade francesa de Laval, encaixada entre a Bretanha e a Normandia e nas proximidades do Vale do Loire, André Besnier, avô de Emmanuel, iniciou a fabricação de seus primeiros queijos camembert em 1933. O empreendimento prosperou rapidamente devido ao ímpeto comercial do fundador, que ampliou sua linha de produtos para incluir manteiga, creme de leite e leite, inovando com a venda deste último em garrafas de vidro.
Sucedido por Michel, seu filho, o grupo vivenciou um notável crescimento na década de 60, um período de crescente demanda por produtos lácteos e o surgimento dos primeiros hipermercados. Michel introduziu a marca Président, símbolo do conglomerado, e lançou o Lait 2000, primeiro leite vendido em embalagens Tetra Brik, alterando padrões de consumo.

Seguindo essa trajetória, a Besnier, que somente em 1999 adotou o nome Lactalis, adotou uma política agressiva de aquisições sob a gestão de Michel e, posteriormente, de seu filho Emmanuel. A empresa expandiu seu portfólio adquirindo importantes marcas na França (Bridel, Lactel e Société des Caves de Roquefort), Itália (Parmalat, Galbani e Locatelli, referência em mozzarella) e Espanha (Forlasa, Puleva e Sanutri).
A trajetória de Emmanuel Besnier e o crescimento da Lactalis refletem uma visão estratégica de negócios no agro e no setor lácteo, fortalecendo sua presença global e contribuindo para sua reputação como um gigante do setor. Maior empresa de laticínios do mundo, a Lactalis emprega 85 mil pessoas e possui mais de 266 fábricas em 51 países.
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