BNDES libera R$ 500 milhões e acelera nova megafábrica de etanol de milho em Mato Grosso

Com investimento bilionário, nova unidade da FS deve ampliar a força do etanol de milho no Brasil, gerar milhares de empregos e consolidar Mato Grosso como centro estratégico da bioenergia nacional.

O avanço do etanol de milho no Brasil ganhou um novo capítulo importante nesta semana. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para a construção de uma nova planta industrial da FS, uma das maiores produtoras de etanol de milho do país, reforçando o movimento de expansão acelerada do setor de biocombustíveis no agronegócio brasileiro.

A nova unidade será instalada em Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, uma das regiões mais estratégicas da produção agrícola nacional, e faz parte de um investimento total de R$ 2,07 bilhões, consolidando ainda mais o estado como protagonista da nova geração da bioenergia no país.

Nova planta terá capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas de milho por ano

Segundo as informações divulgadas, a unidade terá capacidade para processar até 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, permitindo uma produção estimada de 540 milhões de litros de etanol por ano.

Além do combustível renovável, a planta também produzirá aproximadamente 390 mil toneladas anuais de DDG (Distillers Dried Grains), subproduto amplamente utilizado na indústria de nutrição animal e cada vez mais importante dentro da cadeia pecuária brasileira.

O projeto representa uma expansão importante dentro do modelo industrial que vem transformando o milho brasileiro em um ativo de alto valor agregado, muito além da exportação tradicional do grão.

Mato Grosso se consolida como potência do etanol de milho

A escolha de Mato Grosso não acontece por acaso. O estado lidera com ampla vantagem a produção nacional de milho segunda safra e, segundo dados do Ministério da Agricultura, respondeu por 38,6% de toda a produção brasileira de milho no ciclo agrícola 2022/23.

A FS já opera outras três grandes unidades industriais em território mato-grossense, localizadas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste, formando hoje uma das maiores estruturas industriais do setor no país.

O crescimento da indústria de etanol de milho vem mudando profundamente a dinâmica econômica da região, criando uma nova alternativa de demanda para produtores rurais e fortalecendo cadeias ligadas à energia e alimentação animal.

BNDES financia nova planta de etanol de milho da FS em Mato Grosso. Foto: Divulgação/FS

Projeto vai gerar 3 mil empregos durante obras

Outro ponto que chama atenção é o impacto econômico direto da nova planta. Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos.

Quando a operação estiver concluída, a unidade deve manter 182 empregos diretos e outros 323 postos indiretos, movimentando não apenas o setor industrial, mas também serviços, logística e economia regional.

FS quer ultrapassar gigantes do setor e ampliar liderança nacional

Com a entrada da nova fábrica em operação — prevista para dezembro de 2026 — a FS atingirá uma capacidade total próxima de 3,2 bilhões de litros de etanol por ano, colocando a companhia em uma posição ainda mais agressiva no mercado brasileiro.

Executivos da empresa já indicam que, com essa expansão, a companhia poderá ultrapassar grandes nomes tradicionais do setor e consolidar-se entre os maiores grupos produtores de etanol do país.

O projeto também já prevê uma segunda fase de expansão, que poderá dobrar a capacidade de processamento para 2,4 milhões de toneladas de milho e elevar a produção anual para mais de 1 bilhão de litros de etanol.

Etanol de milho ganha força no novo mapa estratégico do agro brasileiro

Nos últimos anos, o etanol de milho deixou de ser uma aposta regional para se tornar uma das grandes transformações estruturais do agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global por combustíveis renováveis, investimentos bilionários em novas plantas industriais e a valorização do milho como matéria-prima estratégica, o setor entra em uma nova fase de crescimento acelerado.

A aprovação do financiamento pelo BNDES reforça justamente essa tendência: o Brasil não está apenas produzindo mais milho, mas transformando o cereal em uma das bases da nova economia energética do agro nacional.

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