O mercado físico do boi gordo começou a semana de forma atípica, com aumento nos preços em várias regiões do país. As indústrias, enfrentam dificuldades para obter animais para abate
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana de maneira atípica para uma segunda-feira, apresentando preços mais altos pelas praças pecuárias do país, apontaram as principais consultorias que acompanham o mercado diariamente. De um lado, as indústrias seguem com dificuldade em originar a matéria-prima [animal para abate] para compor suas escalas de abate, destaca-se as de menor porte. Por outro lado, os pecuaristas buscam, nesse momento, garantir preços mais elevados para concretizar as negociações, aproveitando o viés de alta.
Na última semana, o mercado físico do boi gordo manteve o viés de alta, recorda a Agrifatto. “Nota-se que a demanda aquecida está favorecendo os pecuaristas e fortalecendo os preços do boi gordo”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
A alta foi sentida em vários estaques, mas Rondônia e São Paulo tiveram destaque. O mercado rondoniense finalmente rompeu a barreira dos R$ 200 por arroba a prazo de forma consistente, enquanto o físico paulista passa a conviver com negociações mais rotineiras acima dos R$ 240 reais.
Nesta segunda-feira, 26 de agosto, o mercado de pecuária em São Paulo registrou reajustes significativos nas cotações dos animais terminados, conforme informado pela Scot Consultoria. O preço do boi gordo apresentou um aumento de R$ 3 por arroba, alcançando R$ 238/@, no prazo e em valor bruto, segundo levantamento da consultoria.
Além disso, a vaca gorda e o “boi-China” também registraram alta, com acréscimo de R$ 1 por arroba, atingindo R$ 211/@ e R$ 238/@, respectivamente. Já a novilha gorda permaneceu estável, mantendo-se em R$ 225/@.
É importante destacar que, no mercado paulista, não há mais diferença de preço entre o boi gordo destinado ao mercado interno e o animal padrão exportação, conhecido como “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, conforme os dados apurados pela Scot Consultoria.
Os frigoríficos, em especial os de menor porte, ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, o que justifica o recente comportamento. Já as indústrias que contam com animais de parceria (contratos a termo), ainda se deparam com uma posição mais confortável em suas escalas, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Giro do boi gordo pelas principais praças pecuárias do país
- Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 240,83, na modalidade à prazo.
- Em Goiás, a indicação média foi de R$ 232,68 para a arroba do boi gordo.
- Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 231,76.
- No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 240,55.
- No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 216,01.
Exportação
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 730,315 milhões em agosto (17 dias úteis), com média diária de US$ 42,959 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 164,042 mil toneladas, com média diária de 9,649 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.452,0.
Em relação a agosto de 2023, há alta de 18,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 19,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,3% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O bom desempenho no mercado físico teve impacto direto nos contratos futuros do boi gordo na B3. Na semana passada, todos os vencimentos registraram alta, com destaque para o contrato de setembro/24, que encerrou a sexta-feira (23/08) com um avanço semanal de 2,66%, alcançando R$ 243,20/@.
Mercado futuro do boi gordo
Outro movimento notável, mencionado pela Agrifatto, ocorreu no contrato de outubro/24, que atingiu R$ 246,30/@ na última sexta-feira, o maior valor desde 10 de julho de 2024.
“O contrato de outubro/24 vinha oscilando entre R$ 240/@ e R$ 245/@ nos últimos meses. Na última quinta-feira, superou uma resistência significativa, que estava presente desde o início de agosto, ultrapassando os R$ 246/@”, observa a Agrifatto.
Esse rompimento, segundo a consultoria, indica uma possível continuação da tendência de alta no mercado futuro do boi gordo, embora haja o risco de uma reversão.
“Observando a média móvel do contrato, percebemos que o preço do boi gordo está se mantendo acima dessa média, o que é um indicativo positivo de fortalecimento da tendência de alta”, destacam os analistas da Agrifatto. Eles ainda acrescentam: “Outro ponto relevante é que, após a quebra da resistência, a volatilidade do contrato retornou ao nível médio, sugerindo que o mercado aceitou os novos patamares de preço de maneira equilibrada, sem reações extremas de pânico ou euforia”.
Atacado
O mercado atacadista apresentou alta em seus preços. Segundo Iglesias, há ótimo potencial para reajustes durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo
O quarto traseiro foi precificado a R$ 17,50 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 5,4891 para venda e a R$ 5,4871 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4730 e a máxima de R$ 5,5126.
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