Oferta restrita, escalas curtas e vendas firmes no atacado sustentam a arroba; incertezas sobre a demanda chinesa mantêm frigoríficos cautelosos no mercado do boi gordo.
O mercado do boi gordo voltou a ganhar tração nesta semana, com alta da arroba em importantes praças pecuárias e melhora na liquidez dos negócios. Segundo levantamento do Cepea, os reajustes foram puxados principalmente pela necessidade dos frigoríficos de completar escalas de abate mais curtas, enquanto a oferta de animais terminados segue limitada em algumas regiões.
De acordo com a Agrifatto, a arroba subiu em 8 das 17 praças monitoradas: São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Em São Paulo, o boi destinado ao mercado interno foi indicado a R$ 350/@, enquanto o boi-China chegou a R$ 360/@, em valores a prazo.
Oferta curta sustenta a arroba do boi gordo
Em Goiás, o Cepea apontou alta de R$ 5/@, com negócios entre R$ 320 e R$ 335/@. Em Rondônia, a restrição de animais prontos também sustentou reajustes, com negociações entre R$ 345 e R$ 350/@, e lotes pontuais chegando a R$ 355/@.
A Scot Consultoria também registrou valorização em São Paulo. Segundo a consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação teve alta diária de R$ 1/@, fechando a R$ 350/@. Já o boi-China ficou em R$ 355/@, a vaca gorda em R$ 320/@ e a novilha terminada em R$ 332/@.
China segue no radar
Apesar do avanço dos preços, o mercado ainda opera com cautela. A Agrifatto destacou que as incertezas ligadas às exportações pesam sobre as negociações, especialmente diante da possibilidade de esgotamento da cota chinesa de importação entre junho e início de julho.
No Pará, esse receio já apareceu nas cotações. Segundo o Cepea, a arroba recuou R$ 5/@, com negócios entre R$ 335 e R$ 345/@, mesmo com produtores resistentes aos preços ofertados pelos frigoríficos.
Atacado firme ajuda o mercado físico
No atacado, a carne bovina segue sustentada. A carcaça casada de boi permaneceu estável, cotada em média a R$ 24,76/kg à vista, fator que ajuda a dar sustentação ao mercado físico da arroba.
O que esperar agora?
O cenário mostra um mercado dividido: de um lado, oferta restrita, escalas curtas e pecuarista segurando a venda; do outro, frigoríficos cautelosos por causa da China. Para os próximos dias, a sustentação da arroba dependerá do ritmo das compras da indústria, da reação do atacado e da confirmação da demanda externa.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.