Especialistas alertam que, com a chegada da segunda metade do mês, o cenário pode mudar. As expectativas para o setor são de atenção redobrada, com os frigoríficos monitorando de perto as movimentações do mercado para ajustar suas estratégias e garantir a manutenção das margens.
O mercado físico do boi gordo registrou nova alta nos preços em algumas regiões nesta quarta-feira (14), apontaram as principais consultorias que acompanham o mercado pecuário diariamente pelo país. Ainda segundo os especialistas, esses alertam que, com a chegada da segunda metade do mês, o cenário pode mudar. As expectativas para o setor são de atenção redobrada, com os frigoríficos monitorando de perto as movimentações do mercado para ajustar suas estratégias e garantir a manutenção das margens.
As escalas de abate de boi ainda apertadas indicam que a tendência de valorização deve continuar no curtíssimo prazo, embora de maneira comedida. A demanda doméstica e as variáveis de mercado permanecem favoráveis, limitando quedas mais expressivas. Por outro lado, a incidência de animais confinados no mercado contém altas mais contundentes, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.
Nesta semana, o volume de animais prontos para o abate tem sido suficiente para manter as escalas de abate em níveis confortáveis nos frigoríficos brasileiros, segundo a consultoria Agrifatto. Em média, as programações de abate continuam a girar em torno de 9 dias úteis em todo o país. Apesar dessa estabilidade nas escalas, as indústrias estão enfrentando a necessidade de pagar um pouco mais a cada dia para garantir o volume de boi gordo necessário.
Dados da Scot Consultoria, coletados nesta quarta-feira (14/8), mostram que os preços dos animais terminados mantiveram-se firmes no mercado paulista. A arroba do boi gordo está cotada em R$ 230, enquanto a arroba da vaca segue em R$ 207 e a da novilha em R$ 220 (valores brutos e a prazo).
O “boi-China” -animal jovem e abatido com até 30 meses de idade – (base São Paulo) apresenta uma valorização, sendo negociado a R$ 235/@, com um ágio de R$ 5/@ em relação ao boi “comum”.
Na B3, os contratos futuros do boi gordo apresentaram ajustes negativos, com destaque para o contrato com vencimento em outubro de 2024, que registrou uma queda de 0,57%, fechando cotado a R$ 242,65/@.
No entanto, a expectativa é de uma redução na demanda, impulsionada pela diminuição do escoamento da carne, decorrente principalmente da passagem do “Dia dos Pais” e da primeira quinzena do mês.
Atenção redobrada no mercado do boi gordo
As escalas dos frigoríficos continuam em uma posição confortável, mas os preços da arroba do boi gordo se mantêm firmes. Apesar disso, especialistas alertam que, com a chegada da segunda metade do mês, o cenário pode mudar.
Com a queda da renda da população, é esperado um aumento nos estoques de carne, o que pode limitar as chances de altas expressivas nas cotações a curto prazo. A dinâmica do mercado está diretamente ligada à demanda, e a retração do poder de compra do consumidor pode impactar a valorização da arroba.
As expectativas para o setor são de atenção redobrada, com os frigoríficos monitorando de perto as movimentações do mercado para ajustar suas estratégias e garantir a manutenção das margens.
Preço médio da arroba de boi gordo pelo Brasil
- São Paulo: R$ 233,87
- Goiás: R$ 229,50
- Minas Gerais: R$ 224,18
- Mato Grosso do Sul: R$ 237,09
- Mato Grosso: R$ 210,85
Diferença entre preços de SP e outras regiões diminui
Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto muitos frigoríficos de São Paulo estão afastados nas negociações diárias, tendo em vista que já detêm animais de confinamentos adquiridos antecipadamente, agentes de indústrias de outros estados ainda optam por preencher as escalas no mercado de balcão.
Em comparação à média de São Paulo (Indicador CEPEA/B3), a diminuição mais significativa ocorre em Mato Grosso do Sul, onde o diferencial está em apenas 6,18 Reais/arroba na parcial de agosto, queda de 63% em relação à média de janeiro a julho deste ano. Desde outubro de 2021, a diferença de preços entre esses dois estados não ficava na casa dos 6 Reais.
Atacado
O mercado atacadista de carne bovina também se mantém com preços firmes. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa de alta tende a diminuir nos próximos dias, especialmente durante a segunda quinzena do mês, período tradicionalmente marcado por menor consumo.
No entanto, as negociações internacionais têm mostrado uma elevação dos preços pagos pelas proteínas de origem animal do Brasil, confirmando a tendência prevista pela consultoria no início deste ano.
Atualmente, o quarto dianteiro da carne bovina é precificado a R$ 13,15 por quilo; a ponta de agulha segue a R$ 13 por quilo; e o quarto traseiro é cotado a R$ 17,20 por quilo.
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