Boi gordo segue firme em todo o país, diz Agrifatto

Boi gordo segue firme em todo o país, diz Agrifatto

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Foto Divulgação.

Oferta restrita dita o ritmo dos negócios no país, frigoríficos ainda encontram muita dificuldade para compor uma escala de mais de 5 dias úteis, e assim, preço segue evoluindo em várias praças do país.

A arroba no mercado spot segue seu viés de alta, firme em grande parte das praças analisadas pela Agrifatto e com alguns reajustes positivos onde a escassez na originação de matéria-prima é mais evidente. As programações de abate ainda seguem relativamente apertadas, com a média Brasil beirando os 5 dias úteis, e na média São Paulo rondando os 7 dias úteis.

Enquanto a arroba continuando surfando na onda da alta, o mercado atacadista começa a planejar para a primeira semana de setembro, período em que se espera um maior fluxo de saída de carne bovina. A chegada dos salários e do auxílio emergencial podem aquecer as vendas e fortalecer os preços.

Milho

O mercado de milho estremeceu nesta quarta-feira, isto por que, o governo declarou que deve retirar temporariamente as tarifas de importação de milho de países de fora do Mercosul.

Diante disso, as cotações no mercado físico sofreram com a especulação e fecharam o dia sem maiores valorizações, apesar do dólar. Na B3, o vencimento setembro/20 encerrou o dia com queda de 1,79%, cotado à R$ 60,29/sc, no menor preço da semana.

Em Chicago, o dia foi de estabilidade nas cotações do milho na CBOT, com o vencimento para setembro/20 encerrando a quarta-feira cotado a US$ 3,41/bu. Após as fortes altas dos últimos dias, o mercado diminuiu sua intensidade de negócios, aguardando novos fatores que justifiquem novas movimentações.  

Soja

A retirada de impostos sobre importação também trouxe negatividade para as cotações da soja brasileira, que fecharam em leve queda nos portos brasileiros. Essa retirada temporária de impostos pode estimular a chegada de oleaginosa norte-americana no Brasil afim de abastecer as indústrias de processamento estabelecidas próxima a portos. No entanto, com o dólar fechando o dia a R$ 5,62, a cotação da oleaginosa no país continuou acima dos R$ 130,00/sc.

Com a China encaminhando mais compras de soja norte-americana e deixando no ar a possibilidade de chegar a adquirir 40 milhões de toneladas durante a próxima safra, a cotação da oleaginosa na CBOT continuou sua escalada atingindo os US$ 9,20/bu no vencimento para setembro/20, o maior preço desde fevereiro/20.

Fonte: Agrifatto

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