Boi gordo supera R$ 328/@ em importante praça e mantém disparada no preço; veja as cotações

Oferta restrita, escalas curtas e retenção de animais nas fazendas sustentam novo avanço da arroba do boi gordo nas principais regiões produtoras do país

O mercado do boi gordo segue em forte movimento de alta e confirma, neste fim de janeiro, um cenário cada vez mais apertado do lado da oferta. Em importantes praças pecuárias do país, a arroba já supera os R$ 328, consolidando a disparada observada desde o início do ano e colocando o pecuarista em posição de maior poder de barganha frente aos frigoríficos.

O avanço dos preços ocorre mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor consumo interno, típico da última semana do mês. Ainda assim, a combinação de escassez de animais prontos para abate, escalas curtas e retenção estratégica da boiada nas fazendas tem sustentado o viés altista, segundo dados de consultorias e agentes do mercado.

Oferta curta e escalas pressionadas explicam a valorização do boi gordo

De acordo com análises recentes do mercado físico, a dificuldade dos frigoríficos em alongar as escalas de abate é hoje o principal fator de sustentação dos preços. Na média nacional, as escalas permanecem posicionadas entre seis e sete dias úteis, um nível considerado bastante enxuto para este período do ano .

Além disso, produtores têm optado por segurar a boiada no pasto, aproveitando as boas condições das pastagens em diversas regiões e aguardando ofertas mais atrativas. Essa postura reduz ainda mais a disponibilidade imediata de animais e cria um ambiente favorável para novas altas.

São Paulo lidera e impulsiona o mercado

São Paulo, referência nacional na formação de preços, voltou a puxar o movimento de valorização. Levantamentos mostram que o boi gordo comum e o boi padrão exportação (boi-China) registraram altas consecutivas, com negócios realizados na casa de R$ 325/@ a R$ 327,50/@, e relatos pontuais de negócios acima disso em lotes específicos, o que levou o mercado a trabalhar com patamares próximos ou superiores a R$ 328/@ em praças estratégicas .

A valorização não se restringe aos machos. A novilha gorda, por exemplo, voltou a subir após quase um mês de estabilidade, enquanto a vaca gorda mantém preços firmes, sinalizando um mercado estruturalmente ajustado.

Valorização da arroba se espalha por outras praças

O movimento de alta também é observado em importantes estados produtores fora de São Paulo. As cotações médias da arroba mostram ganhos relevantes em regiões como:

  • Minas Gerais: acima de R$ 316/@
  • Goiás: próximo de R$ 314/@
  • Mato Grosso do Sul: acima de R$ 314/@
  • Mato Grosso: em torno de R$ 307/@

Esses números reforçam que a valorização é generalizada, e não pontual, refletindo um ajuste nacional entre oferta e demanda .

Exportações seguem como pilar de sustentação

Mesmo com um consumo doméstico mais fraco no curtíssimo prazo, as exportações de carne bovina continuam sendo a grande âncora do mercado. A demanda externa mantém os frigoríficos ativos nas compras, especialmente para atender embarques ao longo do primeiro trimestre.

Analistas destacam que, além do volume exportado, o câmbio ainda exerce influência, ajudando a preservar a competitividade da carne brasileira no mercado internacional .

Atacado anda de lado, mas não freia a arroba

No mercado atacadista, os preços da carne seguem relativamente estáveis, com leve acomodação nos principais cortes. Ainda assim, esse comportamento não foi suficiente para conter o avanço da arroba no campo. O cenário indica que, no curto prazo, a pressão da oferta curta continua mais forte do que qualquer ajuste pontual no consumo interno.

Tendência segue positiva para as próximas semanas

A expectativa do mercado é de que o cenário de preços firmes se prolongue nas próximas semanas. A proximidade do pagamento de salários e benefícios sociais no início de fevereiro tende a melhorar a demanda interna, enquanto a oferta deve seguir controlada, já que os pecuaristas não demonstram pressa em negociar.

Com isso, o boi gordo mantém um ambiente de disparada sustentada, e o patamar acima de R$ 328/@ passa a ser observado com mais frequência em importantes praças brasileiras, reforçando o início de um ciclo mais favorável ao produtor.

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