Brasil prevê liderança nas exportações de óleo de amendoim em 2024

Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, ressaltou o potencial brasileiro no mercado global. “O mercado chinês, que representa 80% das compras do óleo de amendoim brasileiro, tem demandado cada vez mais nosso produto”; confira

Especialistas e líderes do setor de amendoim reuniram-se em Itaju (SP) para discutir as perspectivas da safra 2023/24 e as inovações que impulsionarão o Brasil na liderança das exportações de óleo de amendoim. Apesar de ocupar o 12º lugar na produção mundial de amendoim em 2023, o Brasil manteve sua posição de destaque como o principal exportador de óleo de amendoim, com 86 mil toneladas comercializadas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, ressaltou o potencial brasileiro no mercado global. “O mercado chinês, que representa 80% das compras do óleo de amendoim brasileiro, tem demandado cada vez mais nosso produto. Se aumentarmos o plantio e melhorarmos a qualidade do grão, podemos naturalmente ampliar nossas exportações“, afirmou Chitarelli, que recentemente expandiu a capacidade de produção de sua fábrica para atender à crescente demanda.

Apesar dos desafios climáticos, a safra 2023/24 de amendoim no Brasil registrou um aumento de 15% na área plantada e 2% na produção, conforme dados da CONAB. Renata Martins Sampaio, pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola, alertou para os desafios climáticos contínuos que podem afetar a produção e exportação de amendoim.

No entanto, Chitarelli permanece otimista, prevendo que as chuvas abundantes previstas para fevereiro impulsionarão a safra e ajudarão a atingir as metas de produção de óleo de amendoim.

O evento em Itaju também destacou a importância das variedades de sementes na indústria. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Embrapa apresentaram diversas novas variedades e linhagens de sementes, visando aprimorar a qualidade e a eficiência da produção.

Ignácio Godoy, pesquisador do IAC, enfatizou o compromisso com a tecnificação da produção. “Nosso objetivo é oferecer variedades que atendam às demandas de uma produção mecanizada, tanto para o mercado interno quanto para exportação“, disse Godoy.

Itaju (SP) continua a se destacar como a capital nacional do óleo de amendoim, desempenhando um papel significativo nas exportações brasileiras do produto. Com avanços contínuos na pesquisa e na produção, o Brasil está bem posicionado para manter sua posição de liderança no mercado global de óleo de amendoim em 2024 e além.

Escrito por Compre Rural.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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