Brazil Potash inicia teste de triagem de minério por raios X com Inteligência Artificial

Brazil Potash testa IA na mineração de potássio em Autazes, buscando reduzir custos, aumentar eficiência e fortalecer a produção nacional de fertilizantes.

A Brazil Potash Corp. (“Brazil Potash” ou a “Companhia”) (NYSE-American: GRO e B3: GROP31), empresa de produção e desenvolvimento mineral com um projeto de potássio para o Brasil, o Projeto Potássio Autazes, anunciou hoje o início de um teste de triagem óptica de minério por Inteligência Artificial para avaliar a tecnologia de pré-concentração subterrânea que pode melhorar significativamente a economia e a eficiência operacional do projeto.

A empresa está realizando testes com tecnologia avançada de triagem por transmissão de raios X (XRT) com inteligência artificial para pré-selecionar minério extraído, seja no subsolo antes do içamento ou na superfície antes do processamento. Essa abordagem inovadora utiliza algoritmos de inteligência artificial combinados com tecnologia de sensoriamento óptico para identificar e separar o valioso minério de potássio do material estéril. Isso resulta no potencial de reduzir significativamente o diâmetro do poço principal da mina e/ou o tamanho da planta de processamento, resultando em menores custos de construção e operação.

“A Inteligência Artificial está transformando indústrias em todo o mundo, e agora a mineração está se juntando ao futuro da IA. Este teste de triagem óptica por raios X com IA representa um potencial mudança radical para a economia do Projeto Autazes“, disse Matt Simpson, CEO da Brazil Potash. “A recente aplicação bem-sucedida de IA em uma operação comercial de potássio demonstrou a capacidade de concentrar minério em aproximadamente 50% no subsolo antes de ser içado à superfície e alimentado à planta de processamento. Se pudermos replicar esses resultados em Autazes, as implicações para nossas necessidades de capital e eficiência operacional serão profundas.”

Visão geral da tecnologia de IA e seus benefícios potenciais

A tecnologia de triagem óptica de minério com IA, em fase de testes, combina sensores avançados de transmissão de raios X com sofisticados algoritmos de aprendizado de máquina para identificar e separar minerais valiosos de potássio de rejeitos em tempo real. O sistema analisa a densidade atômica e a composição de partículas individuais de rocha, tomando decisões instantâneas para direcionar cada partícula para o concentrado ou para o rejeito.

A tecnologia de triagem óptica de minério com inteligência artificial que está sendo avaliada oferece diversas vantagens convincentes para o Projeto Autazes:

  • Redução do tamanho da planta de processamento: Ao concentrar o minério no subsolo antes do içamento, a capacidade necessária da planta de processamento na superfície pode ser reduzida significativamente, diminuindo substancialmente os requisitos de capital para a construção.
  • Melhoria da qualidade do minério entregue à planta: O aumento do teor de cloreto de potássio no minério pode melhorar a eficiência geral do processo, resultando em custos operacionais mais baixos.
  • Diâmetro reduzido do poço de içamento: Essa tecnologia de IA pode reduzir o tempo e o custo de construção do poço ou permitir aumentos substanciais na produção futura com investimento mínimo adicional.
  • Maior eficiência operacional e sustentabilidade: A pré-concentração no subsolo reduz o volume de material içado e processado, diminuindo o consumo de energia, os custos operacionais e o impacto ambiental.

Sobre a Brazil Potash

A Brazil Potash (NYSE-American: GRO) está desenvolvendo o Projeto Potássio Autazes para fornecer fertilizantes sustentáveis a um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. O Brasil é crucial para a segurança alimentar global, mas importou mais de 95% de seu fertilizante potássico em 2021, apesar de possuir uma das maiores bacias de potássio inexploradas do mundo.

O potássio produzido será transportado por barcaças fluviais de baixo custo, em parceria com a Amaggi, uma das maiores produtoras agrícolas e operadoras logísticas do país. Com produção anual inicial de até 2,2 milhões de toneladas, a Brazil Potash acredita que poderá suprir cerca de 20% da demanda atual de potássio no Brasil, com 100% da produção destinada ao mercado interno, reduzindo a dependência de importações e mitigando cerca de 1,4 milhão de toneladas de emissões de gases de efeito estufa por ano.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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