“Nós temos uma expectativa de que, ainda esse ano, tenha impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, afirmou a vice-presidente.
A Caixa está tranquila com os níveis de inadimplência do banco para as carteiras de crédito imobiliário e comercial pessoa física e pessoa jurídica, mas ainda espera uma piora nos níveis de atraso do portfólio para o agronegócio, com efeitos nas provisões no ano.
“Nós temos uma expectativa de que, ainda esse ano, tenha impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, afirmou a vice-presidente de riscos da Caixa, Henriete Sartori, em coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro trimestre do banco.
Nos três primeiros meses do ano, a Caixa fez uma provisão para créditos de liquidação duvidosa de R$6,51 bilhões, alta de 21,7% na base trimestral. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu a 3,71%, de 3,07% no último trimestre de 2025. No crédito rural, atingiu 18,29%, de 14,09% no quarto trimestre.
Sartori ressaltou que o portfólio agro representa 5% da carteira total da Caixa e afirmou que, embora espere que a inadimplência no segmento irá avançar, a ascendência da curva de crescimento vem reduzindo.
“O cenário não é simples, mas nós já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento (da inadimplência)… e de novas recuperações judiciais”, acrescentou a executiva, acrescentando que o banco tem adotado um modelo de concessão de crédito mais rigoroso no segmento.
Em relação à inadimplência nos segmentos imobiliário e de crédito comercial pessoa física e pessoa jurídica, Sartori disse que “não preocupa”.
Fonte: Reuters
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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