Eram transportados 18 bois de confinamento, das raças Nelore e cruzados. Carga pertence a Marfrig e pelo menos três morreram, os outros tiveram ferimentos graves. Veja as informações.
Uma carreta com 45 bovinos tombou na rotatória do Núcleo Industrial, na BR-262, em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira, dia 14 de agosto. O motorista do caminhão não ficou ferido. Por volta das 13h30, um caminhão Volvo FH440, que transportava carga de boi, tombou ao tentar fazer uma curva.
O transporte desses animais da fazenda para os frigoríficos é uma atividade complexa que implica em muitos fatores. “Depende das características do veículo, da estrada, na qualidade da condução, do estado que o animal entrou no caminhão para ser transportado, da duração da viagem e das condições do clima durante o trajeto”, resume o especialista em comportamento animal Mateus Paranhos da Costa, professor do Departamento de Zootecnia da Unesp de Jaboticabal.
O condutor do veículo, José Maria Soares, de 51 anos, não sofreu ferimentos. Segundo ele, a carga saiu de Terenos, e tinha como destino Bataguassu. Pelas imagens, é possível ver os animais, ainda vivos, amontoados na carroceria. Contudo, ainda não há como determinar o estado de saúde de todos os bois. O levantamento será feito pela empresa responsável pelo transporte.
Eram transportados cerca de 45 bois de confinamento, das raças Nelore e cruzados. Pelo menos três morreram, e os que sobreviveram ficaram com ferimentos na cabeça e nas patas. José trabalha com translado de boi há 12 anos, fazendo sempre a mesma rota, em uma transportadora de Bataguassu, que presta serviço para a Marfrig, empresa responsável pelo gado.
Os bovinos foram carregados em Terenos e seriam levados para o abate, em um frigorífico de Bataguassu, cidade localizada na divisa de Mato Grosso do Sul com o estado de São Paulo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local e controlou o fluxo de veículos no local, mas o trânsito não foi interrompido.
Segundo a PRF, o procedimento normal nestes casos é o destombamento da carreta e em seguida, o transbordo dos animais vivos, para evitar que os animais se estressem atravessando a pista, ou causem outros acidentes.

Paranhos explica que vários veículos podem ser usados na tarefa, entre os articulados, biarticulados, com um piso ou dois. Em qualquer situação, a recomendação geral é que o veículo tenha uma boa condição para acomodar o animal. “É importante fazer manutenção no veículo para evitar que o animal sofra algum acidente durante o transporte”, recomenda.
Outras dicas para uma viagem segura
- O motorista deve ter um plano para situações de emergência
- O piso do compartimento de carga deve ter tapete de borracha e estrutura antiderrapante
- Deve-se evitar embarcar animais cansados, machucados ou doentes
- Se precisar levantar os animais, o motorista deve tentar fazer isso falando ou batendo palmas. Não deve gritar nem assustar os animais
- O motorista deve evitar paradas longas, principalmente nas horas mais quentes do dia
- Nas paradas, o motorista deve estacionar o veículo na sombra
- Em caso de problemas durante a viagem, o motorista deve estudar a possibilidade de rotas alternativas
- Não se deve misturar bezerros com animais adultos
- O motorista deve desinfetar o veículo logo após o desembarque e, em caso de necessidade, realizar consertos no veículo
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