Evento promovido pelo WWF-Brasil, em parceria com a Dinamarca, reúne especialistas, como a Head de ESG e Comunicação da CJ Selecta, Patrícia Sugui, para discutir a implementação de compromissos empresariais no setor.
Diante da crescente demanda global por cadeias agroindustriais mais transparentes e sustentáveis, o setor da soja tem intensificado esforços para alinhar produção, rastreabilidade e compromissos ambientais. Pressões regulatórias internacionais, como as novas regras europeias contra o desmatamento, e a atenção cada vez maior dos mercados à origem das commodities têm acelerado a adoção de práticas voltadas à sustentabilidade e à transparência na cadeia produtiva.
Nesse contexto, a CJ Selecta participa do Evento de Encerramento da Parceria Scaling Up Sustainable Soy (SUSS) – Projeto Cerrado Vivo, iniciativa de cooperação entre Brasil e Dinamarca, que será realizada no dia 12 de março de 2026, na sede do WWF-Brasil, em Brasília. O encontro reunirá representantes de governos, setor privado, instituições financeiras, organizações da sociedade civil, comunidades do Cerrado e parceiros internacionais para apresentar resultados da iniciativa e discutir caminhos para ampliar cadeias de suprimentos livres de desmatamento e conversão.
A Head de ESG e Comunicação da CJ Selecta, Patrícia Sugui, será uma das palestrantes do painel “Engajamento com o setor privado: qual o mapa do caminho?”, que abordará o tema “Implementação de compromissos DCF por parte das Empresas”. O debate também reunirá outros representantes do mercado, do setor financeiro e especialistas em mercados livres de desmatamento.
Durante o encontro, Patrícia destacará o papel das empresas na construção de cadeias produtivas responsáveis e o avanço de iniciativas voltadas à rastreabilidade e ao monitoramento da origem da matéria-prima. “O setor privado tem um papel decisivo para transformar compromissos em resultados concretos. Isso passa por sistemas robustos de rastreabilidade, políticas claras de originação e diálogo constante com produtores e parceiros da cadeia”, afirma.
A profissional também abordará como a adoção de critérios socioambientais tem se consolidado como elemento estratégico para o acesso a mercados e para o fortalecimento da competitividade do agronegócio brasileiro. “A agenda de sustentabilidade deixou de ser apenas uma diretriz institucional e passou a orientar decisões operacionais, desde a originação até a relação com clientes e mercados internacionais”, acrescenta.
Entre os exemplos de iniciativas nessa frente está a colaboração da CJ Selecta com o WWF em um estudo internacional sobre cadeias de suprimentos livres de desmatamento e conversão (DCF), publicado no final de 2025. A experiência da empresa, referência global em produtos ESG, foi destacada em publicação da organização que analisa sua trajetória na implementação de práticas voltadas à sustentabilidade na cadeia da soja.
O material aponta que a companhia, com produtos comercializados em 39 países, estruturou sua política de sustentabilidade em 2021, com foco na redução da pegada de carbono, no respeito às comunidades locais e na conformidade legal de fornecedores diretos e indiretos. O estudo também destaca a adoção de sistemas de rastreabilidade com geomonitoramento, reporte e verificação, além do bloqueio de fornecedores com irregularidades, após análises que incluem sobreposição com terras indígenas, trabalho escravo e desmatamento, como parte da estratégia para avançar rumo a uma cadeia de soja livre de desmatamento e conversão no Cerrado.
“Compartilhar experiências e aprendizados como estes é fundamental para que o setor avance de forma consistente. Iniciativas colaborativas, que envolvem empresas, organizações da sociedade civil e governos, contribuem para ampliar a escala das soluções e fortalecer cadeias produtivas mais sustentáveis”, finaliza Patrícia.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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