Campeão da raça: Rincon del Sarandy conquista Prêmio Mérito Genético Ultrablack

Cabanha de Uruguaiana (RS) recebe a principal premiação da raça Ultrablack em 2025, reconhecimento máximo pela consistência genética, funcionalidade e resultados nas pistas

A pecuária de corte brasileira ganhou, nesta semana, um novo destaque no cenário da genética bovina. A Rincon del Sarandy, localizada em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, foi anunciada como vencedora do Prêmio Mérito Genético Ultrablack 2025, a mais alta distinção concedida à raça no país. A premiação é promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Angus e Ultrablack e reconhece criatórios que demonstram regularidade genética, desempenho em exposições e coerência técnica ao longo dos anos.

Mais do que um troféu pontual, o Mérito Genético representa a validação de um trabalho contínuo de seleção, baseado em critérios técnicos sólidos e alinhados à realidade produtiva do campo brasileiro. Para a Rincon del Sarandy, o prêmio consolida uma trajetória construída com foco em funcionalidade, adaptação e eficiência reprodutiva, pilares que vêm ganhando cada vez mais peso nas decisões de seleção da pecuária moderna.

Reconhecimento de um trabalho consistente

À frente da cabanha estão Ignácio Tellechea, que coordena o projeto ao lado do irmão Martin Tellechea e da mãe Cláudia Indarte Silva. Segundo Ignácio, a conquista do Mérito Genético Ultrablack tem um significado especial por coroar anos de investimento, avaliações criteriosas e decisões técnicas muitas vezes silenciosas, mas determinantes.

“Ganhar esse prêmio é uma satisfação muito grande. Ele confirma que estamos no caminho certo dentro da genética Ultrablack, fazendo uma seleção criteriosa e alinhada com o nosso sistema produtivo”, afirma o criador.

O reconhecimento não se limita aos resultados obtidos nas pistas das exposições, mas reflete também a coerência entre o fenótipo apresentado e o desempenho funcional dos animais no campo, algo cada vez mais valorizado por técnicos, selecionadores e produtores comerciais.

Ultrablack como estratégia produtiva

Com uma das maiores ofertas de animais Ultrablack do mercado nacional, a Rincon del Sarandy aposta há vários anos na raça como uma ferramenta estratégica para sistemas de produção que exigem precocidade, adaptação e desempenho consistente. A genética Ultrablack, resultado do cruzamento dirigido entre Angus e Nelore, tem se destacado por unir qualidade de carne, rusticidade e eficiência reprodutiva.

Na cabanha gaúcha, essa combinação é explorada com um objetivo claro: produzir animais capazes de responder bem em ambientes desafiadores, com variações climáticas e diferentes níveis de intensificação.

Funcionalidade acima de tudo

Um dos pontos centrais do trabalho da Rincon del Sarandy é a priorização da funcionalidade como critério máximo de seleção. De acordo com Ignácio Tellechea, a performance produtiva é importante, mas vem depois da capacidade do animal de se manter eficiente dentro do sistema.

“Buscamos vacas férteis, produtivas e adaptadas, que emprenhem cedo e produzam uma cria por ano. A performance é importante, mas, para nós, vem depois da funcionalidade”, destaca.

Esse enfoque se traduz em matrizes com boa longevidade produtiva, facilidade de manejo e alto índice de prenhez, fatores que impactam diretamente a rentabilidade do produtor. Em um cenário de margens cada vez mais pressionadas, a eficiência reprodutiva e a adaptação ao ambiente se tornam diferenciais decisivos.

Consolidação no cenário nacional

A conquista do Prêmio Mérito Genético Ultrablack 2025 posiciona a Rincon del Sarandy entre os principais referenciais da raça no Brasil, reforçando a importância de programas de seleção que equilibram genética, manejo e visão de longo prazo. Mais do que um reconhecimento individual, a premiação evidencia o amadurecimento da genética Ultrablack no país e seu papel crescente na pecuária de corte nacional.

Para a cabanha de Uruguaiana, o prêmio não representa um ponto de chegada, mas sim a confirmação de uma filosofia de trabalho que seguirá guiando as próximas gerações de animais: funcionalidade no campo, consistência genética e resultados sustentáveis ao produtor.

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