Quanto às negociações do trigo, estiveram em ritmo lento em decorrência da baixa disponibilidade e dos altos preços, já os feijões voltam a ser colhidos
Apesar do recuo dos preços do trigo nos Estados Unidos, os valores no Brasil acompanharam o avanço das cotações argentinas, de acordo com informações do Cepea. Quanto às negociações, estiveram em ritmo lento no mercado brasileiro, em decorrência da baixa disponibilidade do grão e dos altos preços. A possibilidade de a Rússia liberar as exportações de grãos ucranianos pelo Mar Negro tem pressionado com força as cotações do trigo nos Estados Unidos. O movimento de queda foi intensificado na sexta-feira, 3, pela expectativa de que a Rússia exporte maior volume na safra 2022/23.
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Feijões
A queda de braço foi retomada ontem entre produtores e comerciantes. Os Feijões voltaram a ser colhidos no Paraná. No entanto, obviamente, com umidade alta. Agora o Feijão-carioca comercial na base de R$ 350/370 é o que se encaixa no preço da gôndola. Os empacotadores diminuíram e muito a procura por Feijão 9, uma vez que isso significará pagar acima de R$ 400 por saca de 60 quilos.
O Vale do Araguaia, que foi transformado, por seus produtores e pelo pesquisador Dr. Menezes, de Feijão de segunda marca em primeiríssima qualidade, com possibilidade inclusive de em alguns casos ter um prêmio sobre o valor, relatam que as lavouras vão muito bem. O Marhe, desenvolvido para aquela região, entregará entre 65/75 sacos por hectare.
O que temos observado é que, com os preços onde estão, não há caixa para muitos intermediários, portanto fazem chegar no destino as cargas para só depois disso voltar e este fator contribui também para as ondas que se formam de compradores que só então após receber retornam às fontes para as compras.

Fonte: Cepea/Ibrafe