O setor apresentou grande resiliência e capacidade de se sustentar como grande player global nas exportações de frutas frescas.
O ano passado foi marcado pelo forte dinamismo das exportações brasileiras de frutas frescas. Por um lado, o Brasil apresentou recuperação de produção de importantes frutas destinadas ao mercado externo, como a maçã e a uva, além de encontrar forte demanda pelos produtos brasileiros na Europa, como melões, melancias e mamões.
Entretanto, o cenário também foi desafiador, sobretudo em virtude das taxações norte-americanas aos produtos brasileiros, anunciadas entre o final de julho e começo de agosto, gerando incertezas às exportações, sobretudo de manga e uva ao país. Apesar disso, o setor apresentou grande resiliência e capacidade de se sustentar como grande player global nas exportações de frutas frescas.
De acordo com dados do Comex Stat, ao longo de 2025, o Brasil destinou mais de 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas ao exterior, movimentando pouco mais de US$ 1,3 bilhão (FOB). Assim, o País chega ao maior resultado registrado tanto em receita quanto em volume em toda a séria histórica do Comex Stat, iniciada em 1997.
Dentro do hall dos principais produtos exportados, destacam-se os embarques de mangas, melões, limões e limas, uvas e melancias que, juntos, representaram mais de 80% do volume exportado e da receita gerada em 2025. No caso da manga, mesmo com incertezas frente às taxações norte-americanas, o mercado brasileiro foi resiliente, com contratos sendo honrados no decorrer da temporada de exportações, principalmente no 2º semestre. Além disso, a finalização precoce do México e atraso na maturação das frutas do Equador garantiram o bom desempenho dos embarques brasileiros aos EUA e à Europa.
No caso dos melões e das melancias, a demanda europeia – principal destino dos embarques de ambas as frutas – se manteve aquecida ao longo de toda a temporada, mesmo durante a “entressafra” brasileira, cenário parecido com o registrado para os mamões, que apresentaram bons resultados ao longo do ano. Já para as uvas, com a recuperação da safra no decorrer de 2025, o volume embarcado no ano foi maior frente ao registrado em 2024. No caso da banana, as exportações também cresceram em 2025, devido à maior produção de nanica (principal variedade exportada), e entraves produtivos em países concorrentes – Paraguai, Bolívia Colômbia e Peru – tendo como destino principal os países do Mercosul, que representaram mais de 80% dos envios no ano.
O melhor desempenho também foi notado nos embarques de maçã, já que 2025 foi de recuperação de produção após forte quebra de safra em 2024 por problemas fitossanitários, envolvendo sobretudo a glomerella. Dessa forma, as exportações de maçã também cresceram, em 2025, focadas principalmente entre março e junho, tendo como foco o mercado europeu e indiano. Assim, apesar de o volume de frutas frescas importadas em 2025 ter sido o 3º maior de toda a série histórica do Comex Stat, o ano se encerra com superávit para a balança comercial brasileira de US$ 292 milhões (FOB), 76% superior ao resultado registrado em 2024.
Fonte: Cepea
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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