Conheça três queijos mineiros premiados na França

Concurso internacional de Produtos do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers destacou Fazenda 2M de Alagoa

Até amanhã a Tours, no Vale do Loire, acolhe a 6ª edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers (mundial do queijo e de laticínios) e celebra rebanhos de vacas, cabras, búfalas e ovelhas, produtos, produtores, distribuidores, fabricantes de equipamentos e chefs não só da França, mas do resto do planeta também.

O país sede mantém o posto de 2º produtor europeu (depois da Alemanha) com quase 24 mil milhões de litros de leite de vaca encomendado, o que rende 1.334.000 toneladas de queijo, 3.510.000 toneladas de manteiga e 1.995.000 toneladas de manteiga iogurte e sempre brilha nos concursos.


Dito isso, tem grande destaque o Concurso Internacional de Produtos. Apresentação, corte, textura, aromas, sabor… Cada produto é minuciosamente examinado, provado e avaliado por um júri de 160 juízes profissionais internacionais presididos por Roland Barthélemy.


Neste trampolim, o Brasil fez bonito. Só o Queijo D’Alagoa recebeu duas medalhas de prata, com o Queijo Alagoa 1722 e com o Queijo Alagoa Fumacê, e uma de bronze com o Queijo Faixa Dourada. Os três são feitos artesanalmente com leite cru a mais de 1.500 metros de altitude pela Fazenda 2M.

Tocada pela mestre-queijeira Dona Dirce Martins de Barros, o marido Márcio e os filhos Caik e Luan, uma propriedade fica no Bairro Companhia, em Alagoa de Minas Gerais, uma aglomeração no topo da Serra da Mantiqueira que mal passa de 3.000 habitantes, mas reúne ao menos 50 produtores de leite.


Alagoa foi lançada pelo “tropeiro digital” Osvaldo Martins de Barros Filho, ou como todo mundo o conhece, Osvaldinho. Em 2009 ele começou a vender queijo pela internet, ficou famoso o “parmesão” Queijo do Coronel e, desde então, além de comercializar, matura exemplares de meia dúzia de famílias de pequenos queijeiros.


Os “queijin” premiados estão nesse rol. A Faixa Dourada, por exemplo, um super ouro no Prêmio Queijo Brasil, é maturado por mais de um mês com azeite extravirgem da mesma região (R$ 150 a peça com cerca de 800 gramas ou mais de 10 litros de leite!). Macio e aromático, tem paladar levemente picante e persistente em boca e, segundo Oswaldinho, vai bem com cerveja IPA.


Já o Fumacê (R$ 150 a peça de um quilo) não é um provolone, mas “é defumado a lenha, é bem pungente, uma delícia”, comenta. O 1722 (R$ 110 a peça entre um e 1,2 quilo), por sua vez, é intenso e tem final adocicado em boca. No momento, ambos estão em falta, porém, em 30 dias alguns exemplares devem voltar ao site.

Fonte: Estadão

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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