Crédito rural: BNDES estende programa de renegociação para a safra 2024/25

Novas regras do crédito rural no BNDES permitem renegociar dívidas da safra 2024/25. Veja prazos, foco no Pronaf e impacto no setor

Uma atualização estratégica nas linhas de financiamento promete aliviar o caixa dos produtores rurais brasileiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou a expansão do seu programa de repactuação de dívidas, integrando agora o crédito rural destinado ao custeio do ciclo 2024/25.

A medida surge como resposta direta aos desafios enfrentados pelo campo, sobretudo devido às adversidades climáticas que atingiram severamente a região Sul.

Balanço das operações e adesão ao crédito rural

Os detalhes da nova diretriz foram apresentados por Maria Fernanda Coelho, diretora do BNDES. De acordo com o balanço da instituição, a procura pela regularização tem sido expressiva: dos R$ 12 bilhões alocados para renegociações, cerca de R$ 6 bilhões já foram efetivados. Esse volume financeiro corresponde a mais de 22 mil contratos revisados até agora.

Essa ação faz parte de um esforço maior do Governo Federal. Somando-se às linhas emergenciais para o Rio Grande do Sul e outras medidas de garantia e suspensão de pagamentos, o suporte ao setor em 2024 ultrapassou a cifra de R$ 100 bilhões.

Fique atento ao cronograma e novos critérios

A principal mudança diz respeito à abrangência temporal. Antes restrito a contratos firmados até 2024, o programa de crédito rural agora aceita operações — incluindo Cédulas de Produto Rural (CPRs) — assinadas até 30 de junho de 2025.

No entanto, o relógio está correndo. A data limite para solicitar a renegociação permanece fixada em 10 de fevereiro. A diretoria do banco já sinalizou que não há previsão de prorrogação, uma vez que a rede bancária parceira, que cobre 95% do país, está operando ativamente para atender a demanda dentro do prazo.

Foco no pequeno produtor e reflexos na mesa do consumidor

As projeções oficiais indicam que as novas regras devem amparar 96% do público que necessita desse auxílio. O desenho do programa privilegia a base da pirâmide produtiva: cerca de 60% das operações de crédito rural renegociadas pertencem a beneficiários do Pronaf e do Pronamp.

Além de permitir que o agricultor reorganize suas finanças e planeje o próximo plantio, a medida tem um efeito macroeconômico importante. Segundo o BNDES, ao garantir a continuidade da produção, a iniciativa ajuda a segurar a inflação dos alimentos.

“Somadas à atuação da Conab, essas ações contribuíram diretamente para a queda no valor da cesta básica nas capitais”, reforçou Maria Fernanda Coelho.

Escrito por Compre Rural

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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