O prejuízo econômico da pirataria atinge setores específicos, como o cultivo de soja, que registra perdas anuais de R$ 10 bilhões, conforme a CropLife.
São Paulo, 20 – A CropLife Brasil tem alertado sobre o aumento de produtos falsificados no mercado nacional. Em nota, a entidade estima que 25% dos defensivos e 30% das sementes comercializadas no País possuem origem desconhecida. “O uso de itens ilegais acarreta perdas na produtividade, danos ao meio ambiente e riscos à saúde humana, além de sujeitar o produtor rural a penalidades criminais”, disse na nota.
O prejuízo econômico da pirataria atinge setores específicos, como o cultivo de soja, que registra perdas anuais de R$ 10 bilhões, conforme a CropLife.
No Rio Grande do Sul, o índice de sementes ilegais chega a 28%, superando a média nacional de 11%, segundo a empresa. “A incidência de crimes aumenta em períodos de pressão climática e surtos de doenças, como a ferrugem asiática, quando produtos sem registro são oferecidos como alternativas de custo reduzido em relação aos preços de mercado.”
Para verificar a procedência, a entidade recomenda que o comprador observe o local de venda, o valor do produto e as condições da embalagem.
“Defensivos químicos exigem receita agronômica e nota fiscal, com comercialização proibida em canais digitais. Os itens devem conter rótulos em português, lacres de segurança e bulas”, informa a CropLife.