Na primeira metade do mês, o preço médio alcançado (R$7,57/kg) ficou 1,21% aquém da média do mês anterior.
Como o AviSite vem comentando desde o mês passado, setembro de 2021 tem tudo para ficar marcado, em termos de preço, como o melhor mês da história do frango abatido. Porque outubro corrente registra desempenho aquém do observado no mês anterior. E porque, também – consideradas as condições econômicas do consumidor brasileiro – são mínimas as probabilidades de reversão do atual desempenho no bimestre final do presente exercício.
Não que o frango tenha perdido sua fluidez junto ao consumidor. Pelo contrário, permanece como a opção principal em se tratando de carnes. O problema é que esse consumidor está esgotado, não consegue absorver novas altas, mesmo que essas altas redundem, apenas, do repasse de custos.
Mas não é só. Transcorrido mês e meio do “achado” de dois casos atípicos da doença da vaca louca no Brasil, a China ainda não reabriu seu mercado à carne bovina brasileira. Isso vem afetando profundamente as exportações do produto e, por decorrência, reduzindo os preços do boi em pé – neste momento entre os menores do ano (a cotação média, no fechamento da semana, ficou acima, apenas, dos preços iniciais do corrente exercício).
Isso, claro, vai acabar se refletindo no mercado interno da carne bovina. E ainda que não implique em redução de preço das demais carnes (a diferença entre elas é bastante significativa) tende, no caso do frango, a obstar novas valorizações.
Por ora – isto é, na primeira metade do mês – o preço médio alcançado (R$7,57/kg) ficou 1,21% aquém da média do mês anterior. Esse índice, infelizmente, tende a aumentar no decorrer desta quinzena.
- Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste
- Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões
- Goiás defende acordo com EUA para exploração de minerais críticos
- Ministro André de Paula e governadora do RN dialogam sobre o desenvolvimento da agropecuária estadual
- Polícia apreende 900 kg de carne clandestina durante fiscalização na Bahia
O frango vivo, por sua vez, tende a completar, nesta semana, seu centésimo dia com a cotação inalterada em R$6,00/kg. Mas, ao contrário do que vinha ocorrendo até recentemente, seu mercado já não apresenta a mesma firmeza anterior já que, aqui e ali, algumas vendas vêm sendo realizadas com desconto.
É pouco provável que isso venha a implicar em redução da atual cotação, mesmo porque há um reconhecimento tácito de que ela corresponde ao mínimo permitido para garantir a oferta do produto. De toda forma, o fraco desempenho do frango abatido na primeira quinzena de outubro tende a se exacerbar nestas duas próximas semanas e reduzir ainda mais a demanda pelo frango vivo.

Fonte: Avisite