Do fogão da mãe à cozinha profissional: chefe de MT transforma memórias afetivas em carreira

Neste 13 de maio, Dia do Chefe de Cozinha, a trajetória da mato-grossense ajuda a mostrar como a gastronomia vai muito além da técnica.

Muito antes de comandar grandes eventos, a chefe de cozinha Cris Chiapetti, de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), já sabia que o futuro dela estaria entre panelas, receitas e celebrações. Aos 8 anos de idade, ela dizia que trabalharia com festas. Décadas depois, a previsão da infância virou profissão.

Neste 13 de maio, Dia do Chefe de Cozinha, a trajetória da mato-grossense ajuda a mostrar como a gastronomia vai muito além da técnica. Para muitos profissionais, o primeiro contato com a cozinha nasce dentro de casa, em receitas de família, almoços de domingo e memórias afetivas construídas ainda na infância.

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“Nasci dentro da cozinha. Meu pai cozinhava muito bem, minha mãe foi quem me ensinou tudo o que eu sei hoje e foi ela quem iniciou a empresa. Foi uma transição muito natural”, relembra Cris, que atua há mais de 20 anos no setor de eventos e há pouco mais de uma década como chefe de cozinha.

A chefe lembra com carinho dos primeiros trabalhos, ainda marcados por improvisos e estruturas simples. “Não tinha mesa posta, não tinha estrutura sofisticada. A gente improvisava e fazia acontecer.”

Hoje, a realidade é bem diferente. Cris atua exclusivamente com eventos e chega a utilizar entre 200 e 300 quilos de carne bovina por produção. Entre os cortes mais pedidos pelos clientes está o filé mignon, além de preparos ligados ao churrasco.

“O nosso trabalho começa essencialmente na compra. Um alimento seguro e a confiabilidade no fornecedor nos dão tranquilidade para inovar e transformar aquilo em experiência”, destaca.

Para ela, a qualidade da carne produzida em Mato Grosso é um diferencial reconhecido até mesmo por clientes de fora do estado.

“O que mais ouvimos de quem vem de fora é que a carne daqui é incomparável. Em sabor, ninguém ganha de Mato Grosso. Em confiabilidade também não. Produto bom resulta em pratos bons”, afirma.

O diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, destaca que os chefs de cozinha têm papel importante na valorização da carne mato-grossense, porque ajudam a aproximar o consumidor da qualidade do produto.

“Os chefs são grandes aliados da pecuária mato-grossense porque são eles que transformam a qualidade da nossa carne em experiência para o consumidor. Quando um profissional valoriza a procedência, a maciez e o sabor da carne produzida aqui, ele ajuda a fortalecer a imagem de Mato Grosso dentro e fora do Brasil”, pontua o diretor de Projetos do Imac.

Segundo Bruno, a evolução da pecuária mato-grossense permitiu que o estado se consolidasse não apenas em volume de produção, mas também em qualidade. “Mato Grosso avançou muito em genética, manejo e nutrição. Hoje temos uma carne que atende mercados extremamente exigentes, e isso também se reflete nas cozinhas profissionais”.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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