Duas multinacionais do leite travam ‘batalha de Itambé’

A francesa Lactalis e a mexicana Lala, que comprou a Vigor, se enfrentam na Justiça, aguardam o resultado de uma arbitragem e estão cada vez mais distantes de um entendimento.

A venda da Vigor, um dos ativos dos quais o grupo J&F teve que se desfazer para reforçar o caixa após as delações de seu controlador Joesley Batista, acabou resultando em uma guerra entre multinacionais de longa duração e desfecho imprevisível.

Entenda a história:

A Itambé Alimentos S.A, tradicional laticínio de Minas Gerais, foi vendida em 05 de janeiro ao grupo francês Lactalis, maior produtor de lácteos do mundo, por meio de acordo com a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda. (CCPR).

Entretanto, após anúncio da venda, o juiz Bedendi concedeu liminar suspendendo os efeitos da venda das ações da Vigor — agora controlada pela mexicana Lala — na Itambé à Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) na última sexta-feira. No dia 11, a Vigor havia entrado com medida cautelar solicitando a suspensão, numa reação à venda de 100% da Itambé pela CCPR à Lactalis no dia 5 deste mês. Na prática, a liminar suspendeu a venda da Itambé à francesa, um negócio estimado em R$ 1,9 bilhão.

A razão para a preocupação é que o negócio entre Lactalis e CCPR inclui um contrato de fornecimento de leite de longo prazo. Pelo acordo, os produtores de leite associados da CCPR fornecerão a matéria-prima para a Itambé. Como ficou sem a Itambé, a Lala perdeu chances de ganhos de sinergia no segmento de produção, acreditam alguns analistas.

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As informações são da Valor Econômico adaptadas pela equipe CompreRural.

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