Eficiência nutricional no milho safrinha: estratégias para superar o estresse climático e garantir produtividade

Garanta a produtividade do milho safrinha com manejo nutricional estratégico. Saiba como fortalecer raízes e reduzir perdas por estresse hídrico e térmico.

Com a janela de plantio do milho safrinha cada vez mais estreita e muitas vezes fora do período ideal, o produtor brasileiro enfrenta o desafio de manter a viabilidade econômica frente a adversidades climáticas. O cenário da próxima safra exige que as decisões nutricionais tomadas no início do ciclo priorizem não apenas o aporte de nutrientes, mas a eficiência e o vigor das plantas para suportar oscilações de temperatura e déficits hídricos, fatores que limitam o desenvolvimento radicular e tornam as práticas tradicionais, como a aplicação de nitrogênio em cobertura, mais arriscadas devido ao risco de volatilização.

O milho, embora seja uma planta C4 com alta eficiência no uso de água e CO₂, sofre intensamente com o calor excessivo e a falta de chuva. Essas condições adversas reduzem o crescimento das raízes e o fluxo de água no solo, dificultando a absorção e o transporte interno de nutrientes essenciais. No crescimento vegetativo, esse estresse limita o desenvolvimento estrutural da planta, enquanto no período reprodutivo compromete diretamente a formação e o enchimento dos grãos, resultando em perdas significativas de produtividade.

Para mitigar esses riscos, o foco deve estar na construção de um sistema radicular robusto e funcional desde o arranque inicial, utilizando nutrientes como fósforo, zinco e nitrogênio, que são essenciais para a divisão celular e o alongamento das raízes. Complementarmente, o uso de extratos vegetais atua como fonte de compostos bioativos que estimulam rotas hormonais naturais, especialmente as ligadas às auxinas, responsáveis pela emissão e ramificação radicular, preparando a cultura para enfrentar melhor o estresse hídrico típico da safrinha.

Segundo Tiago Liceras, Gerente de Marketing da Nitro, a eficiência nutricional atua como um suporte vital quando o solo apresenta limitações, pois as aplicações foliares podem auxiliar quando a absorção radicular é limitada por estresse hídrico ou térmico, especialmente com o uso de fontes mais estáveis como quelatos à base de EDTA. Ele reforça que mesmo macronutrientes podem ser utilizados via folha como estímulo fisiológico à retomada da atividade radicular, atuando de forma complementar para aumentar a eficiência do manejo nutricional sem substituir a adubação de solo.

Outro pilar para a resiliência da safrinha é a integração entre a fertilização convencional e os insumos biológicos, unindo o fornecimento de nutrientes ao estímulo dos mecanismos naturais de adaptação da planta. Enquanto a adubação sustenta os processos básicos de crescimento, os biológicos modulam as respostas ao estresse, como ocorre com o uso de microrganismos como o Bacillus aryabhattai, que contribuem para a precursão do ácido abscísico, hormônio ligado ao controle estomático e à redução da perda de água.

Além de proteger o teto produtivo, esse manejo estratégico permite otimizar investimentos e reduzir custos ao priorizar fontes foliares mais eficientes que estimulam o metabolismo da planta e o melhor aproveitamento do nitrogênio absorvido do solo. Micronutrientes como níquel, cobalto e molibdênio participam diretamente desse processo, garantindo maior eficiência enzimática e conversão em biomassa. Liceras finaliza destacando que, em momentos desafiadores, a reflexão do produtor não deve ser apenas sobre onde cortar, mas sobre onde investir com maior chance de retorno, utilizando análises de solo para identificar o que efetivamente limita a produção e agir de forma objetiva para garantir segurança econômica e estabilidade produtiva.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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