Durante o lançamento, foram detalhados os objetivos e os eixos de atuação do projeto, que busca organizar e ampliar a cadeia produtiva regional.
Produtores rurais, prefeitos, secretários municipais, lideranças regionais e representantes de instituições estiveram reunidos nesta terça-feira (27), em Dionísio Cerqueira, na fazenda Dois Irmãos, para prestigiar o lançamento do Projeto Ovinocaprinocultura Regional Extremo Oeste. O encontro ilustrou o interesse coletivo em fomentar a atividade de forma estruturada, sustentável e integrada.
Estiveram presentes o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC e vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, o diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, o gerente regional do Sebrae/SC no extremo oeste, Udo Martin Trennepohl, o gerente de competitividade do Sebrae/SC, Roberto Tavares, o gerente de gestão estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraff, o assessor da presidência do Sebrae Nacional, Celso Calcanhotto e o gestor estadual do projeto de ovinos, Filipe Andrade.
Também participou o coordenador da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura de Santa Catarina e consultor técnico do Sebrae/SC e da Secretaria de Estado da Agricultura, Paulo Gregianin, responsável pela apresentação do projeto e pela contextualização do cenário atual da atividade no estado e na região.
Ampliação

Durante o lançamento, foram detalhados os objetivos e os eixos de atuação do projeto, que busca organizar e ampliar a cadeia produtiva regional por meio da qualificação técnica, melhoria da gestão das propriedades, fortalecimento do melhoramento genético, sanidade, produtividade e acesso ao mercado. A proposta integra ações desenvolvidas em parceria com o Governo do Estado, ao mesmo tempo em que contempla demandas específicas da realidade do extremo oeste, respeitando o potencial produtivo e as particularidades locais.
“O objetivo do encontro foi mostrar, de forma clara e acessível, o cenário atual da Ovinocaprinocultura em Santa Catarina, seus desafios e, principalmente, seu potencial. A atividade pode ser complementar em muitas propriedades, mas também pode se consolidar como principal fonte de renda, desde que seja tratada como atividade econômica, alinhada às demandas do mercado. Após o lançamento da Câmara Setorial em 2024, avançamos muito na articulação institucional, no planejamento conjunto e, principalmente, na aproximação entre produtores e indústria. Atualmente a área conta com frigoríficos e o setor lácteo participando ativamente desse movimento, o que demonstra maturidade da cadeia”, comemorou.
Produção
Gregianin ressaltou que, no extremo oeste, diversos municípios já são atendidos diretamente por ações do projeto, como Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, São José do Cedro, Anchieta, Guaraciaba e Princesa, beneficiando atualmente cerca de 90 produtores. Somando os atendimentos do projeto estadual e regional, aliados às ações de Assistência Técnica e Gerencial (Ateg), o número chega a aproximadamente 150 produtores acompanhados com foco em boas práticas de produção, gestão, sanidade e melhoramento genético. Além disso, ele destacou que as ações de mercado, genética e organização da cadeia acabam impactando indiretamente toda a região.
Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, Antônio Marcos Pagani de Souza, o lançamento representa um avanço importante para o agro catarinense. “A parceria entre Sebrae/SC, Senar e demais entidades amplia as oportunidades de renda no campo, fortalecendo a produção de ovinos com assistência técnica, organização e visão de mercado. Destaco a importância do papel do Senar, por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (Ateg), e a chegada do Sebrae/SC complementa esse trabalho com foco em gestão e estruturação da atividade”, destacou.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, reforçou que o projeto está estruturado em três pilares fundamentais: produção, indústria e mercado. “Santa Catarina ainda importa grande parte da carne ovina consumida e há um enorme potencial de crescimento interno, desde que seja realizado melhoria no manejo, aumento da produtividade, adequação sanitária e estímulo ao consumo. Destaco também a necessidade de enfrentar a informalidade nos abates e fortalecer a indústria local, garantindo qualidade e segurança alimentar ao consumidor final”, comentou.
Participação

O lançamento contou ainda com forte presença do poder público municipal e regional. Participaram a prefeita de Dionísio Cerqueira, Bianca Maran Bertamoni, o presidente da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) e prefeito de Itapiranga, Alexandre Ribas, o prefeito de Lageado Grande, presidente da AMAI e representante da Fiesc na Câmara Setorial, Anderson Elias Bianchi, além dos prefeitos de São José do Cedro, Guarujá do Sul, Princesa, Iporã do Oeste e São João do Oeste, e do vice-prefeito de São Miguel do Oeste, reforçando o dos municípios à continuidade e ampliação do projeto.
Entidades técnicas e representativas também estiveram presentes, fortalecendo a governança da iniciativa. A Epagri participou por meio do gerente regional, Sidinei Egon Simon, a Cidasc esteve representada pela coordenadora de Pecuária em São Miguel do Oeste, Tamine Krebs Lucca, e o Senar pela supervisora regional, Grasiane Bittencourt Vieira.
Representando o Governador do Estado, o secretário adjunto da agricultura de Santa Catarina, Ademir Dalla Corte, destacou que o fortalecimento da ovinocaprinocultura coloca o produtor no centro do debate. “Santa Catarina já é referência em diversas cadeias produtivas, e a ovinocaprinocultura tem um potencial enorme, principalmente como alternativa de diversificação dentro das propriedades. Mas isso exige planejamento, organização e voz ativa dos produtores nas decisões”, ressaltou.
Ele enfatizou que a retomada e o fortalecimento das câmaras setoriais são fundamentais para garantir representatividade e construir políticas públicas eficazes. Ademir também destacou a importância da parceria com o Sebrae/SC e o Governo do Estado, reforçando que investir em manejo, genética, sanidade e mercado é essencial para transformar a atividade em uma fonte consistente de renda. “Quando há união entre produtores, entidades e poder público, o resultado chega na ponta. Esse projeto representa exatamente isso: planejamento com execução, para que os benefícios cheguem de fato ao produtor rural”, completou.
Organização
Anfitrião do evento, o produtor rural Luiz Antônio Dal Magro compartilhou sua trajetória e destacou a importância do projeto para estruturar a cadeia produtiva. Com quase 30 anos de atuação na pecuária, ele ressaltou que sempre houve interesse e viabilidade na criação de ovinos, mas que faltava organização e integração entre os elos.
“Produzir é possível, há produtores interessados e potencial técnico, mas o que faz a diferença é a construção de uma cadeia organizada, com logística, indústria, mercado e assistência técnica trabalhando de forma integrada. Esse projeto vem justamente para preencher essas lacunas, trazendo suporte, planejamento e visão de longo prazo para que a atividade seja rentável e sustentável”, afirmou. Segundo Dal Magro, “o apoio do Sebrae/SC e do Senar, aliado à assistência técnica e gerencial, cria um ambiente favorável para transformar a ovinocaprinocultura em uma atividade economicamente viável e estruturada na região”, disse.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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