De acordo com o CNPO, cada francês consumiu, em média, 237 ovos ao longo do ano, considerando tanto ovos in natura quanto produtos processados. O número supera os 227 ovos registrados em 2024.
A França registrou em 2025 o maior consumo de ovos de sua história, consolidando uma tendência de alta impulsionada pelo cenário de incerteza econômica e pela busca por alimentos mais acessíveis. Os dados foram divulgados pela agência Reuters com base em informações do Comitê Nacional para a Promoção do Ovo (CNPO), representante da indústria francesa.
De acordo com o CNPO, cada francês consumiu, em média, 237 ovos ao longo do ano, considerando tanto ovos in natura quanto produtos processados. O número supera os 227 ovos registrados em 2024. A expectativa é de que o crescimento continue na próxima década.
Projeções do Instituto Técnico da Avicultura (ITAVI) indicam que o consumo poderá atingir 269 ovos por pessoa ao ano até 2035, sendo cerca de 70% na forma de ovos de casca. O aumento acompanha uma tendência observada em toda a Europa e em outros mercados globais, onde o alimento é visto como uma fonte de proteína versátil e de baixo custo.
Segundo Emily Mayer, da empresa de pesquisa de mercado Circana, a alta teve início durante a pandemia de COVID-19, quando o isolamento social estimulou o preparo de refeições em casa. “Poderíamos esperar que a tendência caísse após aquele período, mas isso não aconteceu. Pelo contrário, o crescimento continuou de forma constante”, afirmou a executiva.
Demanda recorde por ovos na França pressiona a produção interna e amplia importações para equilibrar a oferta no mercado europeu. Foto: Reprodução
A forte demanda também impactou os preços. Dados do órgão agrícola FranceAgriMer apontam que os valores no atacado subiram cerca de 20% no último ano. Já os preços no varejo permaneceram relativamente estáveis nos supermercados, devido a um mecanismo governamental que vincula os preços dos alimentos aos custos dos produtores.
Para atender ao consumo crescente, a indústria planeja ampliar a capacidade produtiva. A meta é construir 575 novos viveiros até 2035, o que permitiria a criação de mais 10 milhões de galinhas poedeiras. Ainda assim, a produção nacional enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo da demanda.
Como consequência, a França ampliou as importações de ovos em 21% em 2025. Espanha, Bélgica e Holanda figuram entre os principais fornecedores. Embora as remessas diretas da Ucrânia permaneçam limitadas, o produto frequentemente chega ao mercado francês por meio de outros países da União Europeia.
A Ucrânia é atualmente o principal fornecedor externo de ovos para o bloco europeu. Dados da União Europeia indicam que as importações do produto originárias do país cresceram 67% nos dez primeiros meses de 2025, reforçando a relevância do mercado internacional para equilibrar a oferta no continente.
Fonte: The Poultry Site, adaptado pela equipe da Feed&Food.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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