Com juros fixos de 9% e foco em modernização tecnológica, programa Coopera Agro SC facilita o acesso ao crédito para suinocultura e avicultura para fortalecer a competitividade de 120 mil produtores catarinenses
O governador Jorginho Mello oficializou o lançamento do programa Coopera Agro SC, que irá injetar R$ 1 bilhão em crédito para suinocultura e avicultura. O anúncio foi o ponto alto da abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos, no último sábado (28), sinalizando um movimento estratégico para manter a competitividade das proteínas animais de Santa Catarina no mercado global.
Como funcionará o novo crédito para suinocultura e avicultura?
A linha de financiamento foi desenhada para oferecer fôlego financeiro ao produtor integrado. Com uma taxa de juros fixa de 9% ao ano, o programa se destaca em relação às taxas de mercado atuais. As condições de pagamento também são diferenciadas: os produtores terão dois anos de carência e um prazo total de até oito anos para quitação do débito.
Segundo o governo catarinense, o objetivo central é permitir que o homem do campo invista sem comprometer o fluxo de caixa imediato. A operação financeira é robusta e envolve uma parceria público-privada: do montante total, R$ 200 milhões provêm dos cofres estaduais, enquanto os outros R$ 800 milhões são oriundos do setor privado, inclusive via utilização de créditos acumulados de ICMS.
Foco em tecnologia, gestão hídrica e sustentabilidade
Mais do que apenas crédito, o programa mira a transformação digital e ambiental das granjas. Os recursos do crédito para suinocultura e avicultura deverão ser obrigatoriamente aplicados em:
- Modernização tecnológica e automação dos processos produtivos;
- Gestão hídrica, garantindo a segurança de abastecimento em períodos de estiagem;
- Sustentabilidade, com foco na redução de emissões e tratamento de dejetos;
- Produção de insumos estratégicos, visando baixar os custos operacionais da cadeia.
Impacto econômico: R$ 26 bilhões e 40 mil novos empregos
As projeções apresentadas pela Secretaria da Agricultura são ambiciosas. Estima-se que a iniciativa beneficie diretamente mais de 120 mil produtores rurais. O efeito cascata na economia catarinense pode gerar um impacto de até R$ 26 bilhões, além da criação de aproximadamente 40 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos.
O suporte logístico e operacional será feito pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Um comitê gestor, com representantes das pastas da Fazenda, Planejamento e Agricultura, fará o monitoramento contínuo dos resultados e da aplicação correta dos subsídios.
Regras e acesso ao crédito para suinocultura e avicultura
Para acessar o benefício, o produtor não deve procurar as agências bancárias tradicionais inicialmente. O fluxo do Coopera Agro SC exige que os interessados procurem as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados. São essas empresas que farão a ponte com o BRDE para viabilizar os subprogramas de crédito, que em casos específicos podem ter prazos de pagamento estendidos para até 10 anos.
Com essa medida, Santa Catarina reafirma sua posição como o maior exportador de carne suína do Brasil e um dos líderes em avicultura, apostando na profissionalização técnica para enfrentar os desafios do mercado internacional.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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