Decisão reconhece a relevância econômica do grupo e garante proteção a bens enquanto a empresa negocia com credores.
O Grupo MT teve deferido o processamento da recuperação judicial pela 1ª Vara Cível de Cuiabá. A medida abre espaço para reorganizar compromissos financeiros — em montante próximo a R$ 100 milhões — e dá previsibilidade à continuidade das atividades de logística e distribuição de combustíveis no Oeste de Mato Grosso.
Com a decisão, ficam suspensas as ações de cobrança e execuções contra as empresas do grupo, e bens de capital essenciais à atividade estão protegidos durante o período legal, reforçando a estabilidade operacional necessária ao processo de reestruturação. O juízo também reconheceu a essencialidade de maquinários, veículos e imóveis rurais diretamente ligados à produção.
Para o advogado Antônio Frange Junior, do escritório Frange Advogados, que representa o Grupo MT, a decisão consolida uma rota técnica de reorganização. “A recuperação judicial é um instrumento moderno e estratégico de gestão. Ela cria um ambiente seguro para negociar dívidas, preservar empregos e manter o atendimento a clientes e fornecedores”, afirma.
Frange destaca que o movimento ocorre em um ciclo mais desafiador do agronegócio, com impacto de fatores externos sobre margens e capital de giro.
“Em setores intensivos em capital, como o agro e a logística, reorganizar passivos com supervisão judicial garante previsibilidade, protege a atividade produtiva e prepara a empresa para voltar a crescer”, acrescenta.
O Grupo MT segue agora para a fase de negociação com credores e de execução das medidas previstas em seu plano, com foco em eficiência operacional, estabilidade financeira e manutenção de empregos.
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