Incêndios florestais se alastram no sudeste da Austrália, autoridades alertam sobre condições “catastróficas”

Incêndios florestais atingem Victoria, na Austrália, com alerta catastrófico, calor acima de 40 °C e risco de perdas humanas e materiais.

Incêndios descontrolados queimaram a mata no Estado australiano de Victoria, nesta quinta-feira, forçando a retirada de comunidades e levando as autoridades a emitir um alerta de perigo de incêndio “catastrófico”, o nível mais alto, para sexta-feira.

Em meio a temperaturas acima de 40 °C, dois grandes incêndios florestais atingem áreas próximas às cidades de Longwood e Walwa.

Os incêndios destruíram pelo menos duas estruturas e devem continuar avançando com o aumento do calor e do vento, segundo autoridades locais.

O incêndio de Longwood já ultrapassa 25 mil hectares, enquanto o de Walwa soma cerca de 10 mil hectares e chegou a criar seu próprio sistema meteorológico, com formação de nuvem pirocumulonimbus, raios e trovões. Moradores de dezenas de cidades foram orientados a deixar a região.

A recomendação de perigo de incêndio para sexta-feira será classificada como “catastrófica”, e ambos os focos representam risco real de perda de vidas e propriedades, alertaram as autoridades.

“Amanhã será um dia muito, muito terrível para os incêndios florestais em Victoria”, afirmou Jason Heffernan, diretor da Country Fire Authority.

Os incêndios ocorrem em meio a uma intensa onda de calor no sul da Austrália, com condições semelhantes às de 2019, ano do chamado “Verão Negro”, quando 33 pessoas morreram e grandes áreas foram devastadas.

Cerca de 450 escolas em Victoria devem fechar, além do cancelamento de serviços de trens regionais.

Para esta quinta-feira, foram emitidas proibições totais de incêndio em vários distritos, medida que será ampliada para todo o Estado na sexta-feira.

Na Nova Zelândia, o serviço meteorológico MetService também emitiu alertas para temperaturas recordes, com risco elevado principalmente na costa leste e no norte da Ilha do Sul.

(Reportagem de Christine Chen, em Sydney, e Lucy Craymer, em Auckland – Reuters)

Fonte: Reuters

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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