Inclusão de graviola e morango amplia o escopo do levantamento agrícola do IBGE

A decisão atende a pedidos do setor produtivo baiano e permitirá mapear o impacto econômico e o crescimento de ambas as culturas no estado

A produção de frutas na Bahia ganhará um importante reforço metodológico e estatístico. O tradicional levantamento agrícola do IBGE incluirá oficialmente a graviola e o morango no mapeamento da Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2026. A divulgação oficial dos dados consolidados está prevista para agosto, trazendo um diagnóstico preciso de setores que vêm registrando forte expansão em solo baiano.

A decisão foi anunciada após uma reunião técnica realizada entre representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outras entidades do agronegócio. A inclusão atende diretamente a uma reivindicação antiga de produtores locais e da própria Seagri, que buscam maior previsibilidade e inteligência de mercado para essas cadeias produtivas.

Expansão regional e fortalecimento de políticas públicas

Atualmente, a graviola tem consolidado sua forte presença na região do Baixo Sul baiano. Já o morango desponta como uma das grandes forças agrícolas na Chapada Diamantina e no Sudoeste do estado. Conforme destacado por Kátia Correia Lima, assessora técnica da Seagri, ambas as culturas apresentam um ritmo de crescimento acelerado e o mapeamento era uma demanda justa do campo.

Segundo a assessora, a formalização do pedido junto ao órgão de pesquisa é estratégica: com dados estatísticos oficiais, o poder público e a iniciativa privada ganham ferramentas robustas para subsidiar novas políticas públicas. O foco principal está no fortalecimento dessas cadeias de valor, visando a ampliação dos investimentos e a geração de emprego e renda no meio rural.

Aperfeiçoamento técnico no levantamento agrícola do IBGE

Para viabilizar a entrada dessas novas culturas, os órgãos envolvidos passaram por alinhamentos operacionais. De acordo com Luís Alberto Pacheco, integrante da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia, os ajustes metodológicos são realizados em estreita parceria com as instituições locais. No cenário da graviola, por exemplo, o banco de dados será alimentado e refinado pelas informações de campo fornecidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Pacheco explicou que o comitê técnico avalia constantemente as demandas regionais para identificar quais culturas precisam ser incorporadas. Inclusive, alimentos como a cenoura já estão no radar para receberem o mesmo acompanhamento em pesquisas futuras, refletindo a constante evolução e a diversificação do ecossistema agrícola baiano.

Contribuição real para o PIB baiano

Além dos benefícios práticos para o manejo e fomento rural, a consolidação desses números terá impacto direto na macroeconomia do estado. João Paulo Caetano, coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), pontuou que a falta de dados consolidados impedia uma análise precisa sobre o real tamanho dessas atividades no ecossistema produtivo.

Com a integração definitiva à PAM, será possível mensurar detalhadamente o valor bruto da produção e o volume de comercialização das frutas. Essa mudança fortalecerá substancialmente a precisão dos indicadores econômicos regionais, revelando a real contribuição da graviola e do morango para o Produto Interno Bruto (PIB) baiano.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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