O remate foi dividido em três modalidades, Embryo, Grand Prix e Elite, e contou com a participação de quase 40 criatórios convidados. Com novos recordes e valorizações, Leilão HRO Experience escreve um novo capítulo na pecuária brasileira
Há cerca de quase quatro décadas selecionando e aprimorando o melhor da raça nelore, um trabalho celebrado em um final de semana especial na Fazenda Tapijara, em Arandu, interior de São Paulo. A Nelore HRO é capitaneada por Hélio Robles de Oliveira, que reuniu a família nelorista para três dias de grandes negócios. Um ambiente acolhedor, cheio de tradição e histórias, foi assim a rodada tripla do Leilão HRO Experience 2024. O promotor Hélio Robles de Oliveira recebeu os amigos e investidores, celebrando 36 anos de seleção.
“Meu pai, Sylvio Propheta de Oliveira entrou há 35 anos no Nelore na região, criando Nelore PO, a proposta sempre foi adquirir as melhores matrizes que existiam e começar a fazer genética a partir delas. Foco nos melhores animais, nos melhores resultados e em bons negócios” – lembrou.
Os animais à venda são de altíssima qualidade genética, representando uma oportunidade única para quem queria adquirir exemplares que garantirão produtividade e excelência, elevando o padrão de qualquer rebanho. Este leilão, que tem se destacado como um dos mais importantes na agenda da pecuária nacional, foi palco de uma verdadeira celebração da qualidade e do potencial genético brasileiro na pecuária de corte.
O remate foi dividido em três modalidades, Embryo, Grand Prix e Elite, e contou com a participação de quase 40 criatórios convidados. Colocando em oferta uma diversidade de bezerras, novilhas e vacas Nelore PO, além de prenhezes e aspirações. A qualidade mais uma vez foi destaque nos leilões, com grandes nomes atuais, das mais renomadas famílias.

Abrindo com qualidade absoluta, a etapa Embryo teve destaque já na venda do primeiro lote, a bezerra HANNA, alcançou a valorização de R$ 50 mil de parcela. Outra comercialização que movimentou a noite foi a prenhez da Viatina 19 FIV Mara Móveis, vendida a R$ 819 mil.
Confira os melhores momentos do primeiro dia do Leilão HRO Experience:
Outro grande destaque aconteceu no sábado, durante o Grand Prix, a venda inovadora de um pacote com 100 oócitos, da recordista VIATINA-19. A oferta de 33% das cotas de JPN FIV EVA também teve disputa acirrada, sendo arrematada por R$ 4,5 mi, valorizando o animal em R$ 13,5 mi e o colando no patamar da terceira posição, entre as mais bem cotadas, antecedida por Viatina e Donna.

“Eva é um animal único, perfeito, tem características harmoniosa, feminina e que enche os olhos de qualquer comprador” – falou orgulhoso Ney Pereira da Nelore Napemo e um dos sócios do consórcio.
A etapa final, Elite, teve a venda de pacotes de sêmen do Boby HRO, um Landau X Donna, mas foi a cota de 50% da Gaita FIV HRO o lance mais disputado e comentado da tarde, ela que é uma filha da Viatina 19, fechou sua comercialização valorizada em R$ 600 mil.
“É um fim de semana que esperamos o ano inteiro, é todo nosso trabalho e dedicação para entregar o melhor. Termina e já estamos pensamos em como surpreender no próximo, com ainda mais genética, mais inovação” – disse Bruno Oliveira, da HRO.
A organização do evento foi da Programa Leilões com transmissão do Canal Rural, Canal do Criador e retransmissão da Remate Web.

O que faz esses animais valer tanto?
Se fosse pra responder com uma única palavra, seria: Tecnologia. A transferência de embriões em bovinos tem sido uma importante ferramenta para o melhoramento genético. É por isso também que vem ganhando cada vez mais relevância e espaço no mercado mundial. Basicamente, a técnica consiste na multiplicação do material genético de fêmeas de alto valor, de forma rápida do que o convencional. Além disso, ela facilita o transporte e comercialização de material genético por meio de embriões congelados.
A TE, como é comumente chamada, possibilita a coleta e a transferência de embriões de fêmeas doadoras (animal com maior valor genético) para as receptoras (chamadas de barrigas de aluguel). Dessa forma, uma fêmea que naturalmente produziria apenas um bezerro ao ano, tem a possibilidade de aumentar sua produção em mais de 10 produtos anuais, sem a necessidade de gestação e parto.
Outra tecnologia bastante usada é a fertilização in vitro (FIV). Com a transferência de embrião, uma boa vaca consegue produzir em média até os 15 anos de idade. Usando a técnica de FIV, ela produzirá pelo menos, em média, até os 20. Nas duas técnicas, os filhos não se desenvolvem na barriga da matriz de alta qualidade, que é muito cara. Os embriões são transferidos para as chamadas receptoras, ou “mães de aluguel”, que os parem sem transmitir nenhuma característica genética aos bezerros.
A transferência de embriões, fertilização in vitro, juntamente com as demais biotecnologias são as grandes responsáveis pela aceleração o melhoramento genético em bovinos, o caminho da seleção e do melhoramento genético pode ser encurtado em pelo menos três gerações ou cerca de 10 anos de seleção, permitindo rápidos saltos na produção e na qualidade do gado. Transformando uma única fêmea em mãe de centenas de filhos sem precisar necessariamente parir. É por isso que uma matriz pode valer milhões de reais.
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