Resultado conjunto das performances de Marfrig e BRF em 2024 a coloca em grupo restrito de empresas com excelência comprovada em clima, segurança hídrica e proteção de florestas.
A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, é Triplo A no CDP, organização global sem fins lucrativos que administra o principal sistema independente de divulgação ambiental do mundo. O resultado é referente ao ano de 2024, período em que Marfrig e BRF foram avaliadas separadamente. No ciclo, a Marfrig obteve, pelo segundo ano consecutivo, nota máxima nas três categorias — Clima, Segurança Hídrica e Florestas —, integrando o seleto grupo de empresas que alcançaram performance máxima em todas as frentes. A BRF também apresentou progressos expressivos, e integra A List do CDP nas dimensões de Clima e Segurança Hídrica, além de manter A- em Florestas. Ao todo, 23 empresas neste ciclo, entre um total de 23.100 empresas avaliadas, atingiram o Triplo A. A MBRF é a única companhia do setor de frigoríficos e proteína animal, em nível global, a integrar a lista.
A pontuação A representa o mais alto nível de liderança ambiental, indicando que a empresa está divulgando de forma transparente dados abrangentes e tomando medidas significativas para mitigar os impactos ambientais.
Com 25 anos de história, o CDP incentiva empresas a reduzir emissões de gases de efeito estufa, preservar recursos hídricos e proteger ecossistemas. Seus critérios de avaliação consideram a gestão eficiente e as metas de redução de emissões, as políticas de uso responsável da água, as ações de conservação de florestas e a atuação junto à cadeia de fornecedores. As companhias são classificadas de A a D, sendo A para as exemplares em transparência e sustentabilidade.
“Esse resultado reflete a consistência da plataforma de sustentabilidade que estruturamos ao longo dos últimos anos, ancorada em práticas que conciliam produtividade, conservação dos recursos naturais e proteção da biodiversidade. Marfrig e BRF já trilhavam esse percurso de forma convergente, guiadas por uma mesma visão ambiental. Com a fusão concluída em 2025, os desempenhos de ambas no CDP passam a integrar a trajetória ESG da MBRF, ampliando nossa capacidade de gerar impacto positivo. A união de duas companhias historicamente reconhecidas por sua gestão socioambiental fortalece o posicionamento da MBRF, que já nasce como referência no setor, e reafirma nosso compromisso com uma produção de alimentos cada vez mais sustentável,” afirma Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da MBRF.
Sustentabilidade na MBRF
Os pilares da plataforma de sustentabilidade da MBRF abrangem o uso eficiente de recursos naturais — como água e energia —, a redução das emissões de GEE e a gestão responsável da cadeia de fornecimento, com foco no controle de origem, no combate ao desmatamento e na promoção da inclusão social, entre outros aspectos.
O Programa Verde+ reforça esse compromisso ao trabalhar para garantir uma cadeia de suprimentos 100% monitorada, livre de desmatamento e conversão e de baixa emissão. Estruturado nos princípios de produção–conservação–inclusão, o programa se apoia em três frentes: a incorporação de tecnologias de monitoramento e rastreabilidade; a assistência técnica voltada ao desenvolvimento dos produtores; e mecanismos financeiros que incentivam práticas sustentáveis. Como resultado, a MBRF monitora 100% dos fornecedores diretos e indiretos de grãos nos biomas brasileiros. Na cadeia de bovinos, a companhia também alcançou 100% de monitoramento dos fornecedores diretos e, entre os indiretos, já atinge 91,4% na Amazônia e 88,4% no Cerrado.
Para mitigar os efeitos da mudança do clima e contribuir para uma economia de baixo carbono, a MBRF estabeleceu compromissos e metas de redução das emissões de gases de efeito estufa validados pela Science Based Targets initiative (SBTi), alinhados ao objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC, conforme o Acordo de Paris. O plano de ação da companhia concentra-se na construção de uma cadeia livre de desmatamento, na agropecuária de baixo carbono, na transição energética e na eficiência operacional — áreas em que vem avançando de forma consistente.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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